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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 745

Naiara franziu a testa.

— Padrinho, esse Dr. Ricardo é o Ricardo Meirelles?

— Você o conhece?

Ela deu um riso frio internamente. Não era exatamente íntima dele, mas já tinha entendido o tipo de verme que ele era. Um homem que fingia magnanimidade, mas guardava rancor até os ossos. Um verdadeiro falso moralista.

— Naiara, deixe comigo. Vou dar um jeito de consertar isso, não se preocupe — disse Leonardo.

— Não, padrinho! — Naiara o interrompeu na hora. — Não se envolva nisso. Deixe que eu resolvo.

Seu padrinho havia assumido o cargo recentemente, e ela não podia deixar que a sua reputação fosse manchada por causa dos negócios dela.

Gualter bateu os nós dos dedos na mesa.

— Tá no mundo da lua? O que foi?

— Foi obra do Ricardo Meirelles.

— Ricardo Meirelles?

— Lembra aquele homem do encontro arranjado que a Luciana me forçou a ir?

— Puta merda! — Gualter, que raramente se irritava, explodiu. — Aquele velho decrépito que tem idade para ser teu pai?! O velho tentou dar o bote e, como não conseguiu, agora quer se vingar sabotando nosso trabalho?!

— Quer que eu meta um saco na cabeça dele e dê uma surra na rua?

Os belos olhos de Naiara brilharam com diversão.

— Adoraria. Se puder deixá-lo paraplégico, melhor ainda.

— Fechado. Faço isso hoje mesmo.

Ela riu, relaxando.

— Você acha que eu estou brincando?

— Se desse pra resolver na porrada, a vida seria mais fácil — resmungou Gualter. — O que vamos fazer agora? Ir atrás do chefe da montadora de novo?

Um sorriso sutil surgiu nos lábios de Naiara, metade despreocupado, metade gélido.

— Uma empresa que não tem palavra não merece fazer negócios com a Nuvem Pioneira. Vamos simplesmente procurar um parceiro melhor.

Sede da Integra Logística. No escritório da presidência, no último andar.

O assistente José terminava de passar o relatório e, então, mudou de assunto.

— Senhor Afonso, parece que a Sra. Naiara encontrou um obstáculo.

O homem que passara o tempo todo focado nos papéis financeiros finalmente ergueu a cabeça. Seus olhos escuros e inescrutáveis mostraram um leve traço de emoção.

— O Ricardo Meirelles mexeu os pauzinhos e fez o parceiro cancelar o projeto com ela — continuou José.

— O senhor a está abandonando completamente à própria sorte.

Os olhos do homem vacilaram. Os números no relatório de repente pareciam impossíveis de decifrar.

— Ela não precisa que eu tome conta dela ou da sua sorte. Se eu interferir demais, serei apenas um fardo.

— Mas ela está grávida! O senhor não tem medo que a pressão seja demais e a deixe exausta? — murmurou José. — Antes o senhor não era assim. Antigamente, se a deusa da computação espirrasse, o senhor entrava em desespero.

O longo silêncio que se seguiu fez José fechar a boca.

— Senhor Afonso, vou voltar ao trabalho.

— José.

O assistente parou.

— Sim, senhor?

O homem ergueu o olhar. O vinco em sua testa se aprofundou e um véu de névoa pareceu cobrir seus olhos.

— Daqui para frente...

José esperou um bom tempo.

— Daqui para frente o que, senhor?

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