Logo em seguida, o celular de Naiara tocou. Era um número desconhecido. Ao atender, no entanto, a voz era dolorosamente familiar.
— Naiara, querida! Recebeu o meu presente?
Ela olhou para o vestido e suspirou em silêncio. Tinha sido a Isabella.
A voz excessivamente doce e calorosa continuou do outro lado da linha:
— Eu gostaria muito que você usasse esse vestido no banquete de aniversário do meu sogro. Tenho certeza de que ficará maravilhosa em você.
Naiara não conseguiu forçar sequer um sorriso.
— Não precisava se incomodar com isso.
— Imagina! — Isabella riu. — Hoje o Afonso foi ao shopping comigo e, por acaso, vi essa peça. Eu disse a ele: "Esse vestido ficaria deslumbrante na Naiara! Vamos comprar para ela, como um presente meu."
Naiara congelou. Sua mente virou um caos, sem saber como responder.
Após alguns segundos de silêncio na linha, a voz de Isabella soou novamente:
— Naiara? Você... não gostou?
Naiara engoliu a amargura e respondeu, com a voz rígida:
— Não, é lindo. Eu gostei muito.
— Ai, que alívio! Então você tem que usar, viu? Quero muito te ver com ele!
— Certo.
Quando a ligação terminou, Naiara ficou encarando o tecido luxuoso por um longo tempo.
Ela repetia para si mesma que precisava ser indiferente. Só mantendo a cabeça fria é que as coisas poderiam voltar ao normal.
Deveria interferir? Se não interferisse, Natália continuaria ligando para Afonso, o que não parecia apropriado. Mas se interferisse, estaria invadindo demais a privacidade da menina.
Após ponderar, Naiara decidiu não intervir. Percebeu que Natália procurava em Afonso a figura paterna que nunca tivera.
Não muito tempo depois, Naiara recebeu uma péssima notícia.
A fabricante de veículos, com quem haviam acabado de selar o acordo verbal, recuou de repente, preferindo procurar outra empresa de tecnologia.
Isso pegou Naiara de surpresa. Gualter também não conseguia entender.
— Foi uma indicação do seu padrinho Leonardo! Pela lógica, eles não desmarcariam o acordo sem ao menos nos dar uma satisfação decente. Estou achando que tem algum atrito pessoal no meio disso.
E foi justamente o padrinho Leonardo quem ligou.
— Naiara, eu acabei de descobrir. O dono daquela montadora é amigo de longa data do Dr. Ricardo. Eu e o Dr. Ricardo não nos damos muito bem. Provavelmente foi ele quem puxou as cordinhas nos bastidores.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...