Naiara mal colocara a bagagem no carro quando o veículo de Thiago apontou na entrada.
Ao ver a filha, Thiago desceu apressado.
— Naiara! Por que voltou?
Naiara percebeu que a pergunta de Thiago vinha carregada de alegria autêntica.
Um contraste gritante com a mesma pergunta feita por Luciana, cheia de frieza.
Ela deu a mesma resposta neutra.
— Estava de passagem e resolvi dar uma olhada.
Thiago segurou a mão dela. — Mas por que já está de saída tão rápido? Venha, entre com o pai, vamos conversar um pouco.
Talvez porque a maior crise do grupo tivesse sido resolvida, Thiago estava de excelente humor.
Ver a filha ali de repente o deixou radiante.
— Hoje à noite vou preparar os seus pratos favoritos. — sorriu Thiago. — Você não adora os meus camarões grelhados no azeite? Vou fazer uma travessa inteira, garanto que vai comer até não aguentar mais!
Thiago não mencionou Pedro, focou apenas no que ela gostava.
Isso fez o coração de Naiara, antes gelado, aquecer um pouquinho.
— Pai. — Naiara ajeitou o casaco de Thiago. — O tempo esfriou. Agasalhe-se bem, não pode pegar um resfriado, ouviu?
Thiago sentiu algo diferente no ar.
— Naiara, a sua mãe disse alguma coisa desagradável de novo?
Naiara balançou a cabeça, não querendo colocá-lo em uma posição difícil. — Não.
— Então por que parece tão triste? — insistiu ele.
— Não estou triste.
— Venha, entre em casa com o pai.
Naiara o segurou, forçando um sorriso. — Pai, preciso correr para não perder o voo.
Thiago piscou, confuso. — Tão tarde? Para onde você vai?
— Quero viajar por uns dias. O voo é à noite.
— Sozinha?
— Sim.
Thiago ficou preocupado. — Tarde da noite, não é seguro andar por aí sozinha. Cancele essa passagem. Espere o pai terminar essa correria na empresa e eu viajo com você.
— Você cresceu tanto e o pai nunca viajou com você.
De repente, Naiara sentiu uma vontade imensa de chorar.
Seriam os hormônios da gravidez?
Ultimamente, ela andava cada vez mais sensível.
Naiara mentiu novamente. — Pai, fique tranquilo. Tenho uma amiga da faculdade lá, ela vai me fazer companhia.
— Ah, entendi.
Naiara forçou o sorriso a permanecer no rosto. — Pai, não sou mais criança. E não é longe, não há com o que se preocupar.
— Por mais velha que fique, sempre será a filha do papai. Como eu não me preocuparia?
Naiara não conseguiu continuar a conversa.
Embora as mentiras fossem para o bem dele, mentir tanto a estava esgotando.
Naiara tomou a iniciativa de abraçar Thiago.
— Pai, já vou. Cuide-se bem. Qualquer coisa, me ligue.
Ao chegar à porta do carro, não resistiu e olhou para trás.
Thiago continuava no mesmo lugar, observando-a com um olhar cheio de amor paterno.
Um nó se formou na garganta de Naiara, que lutou para conter as lágrimas.
— Pai.
Thiago deu dois passos à frente. — Sim?
Naiara respirou fundo. — Eu não quero um único centavo da fortuna da família Jasmim. Deixe tudo para o Pedro. De agora em diante, não entre mais em conflito com a mãe por causa dessa questão de honra e dinheiro.
Com a partida do carro, Thiago sentiu como se um pedaço de seu coração tivesse sido arrancado. Uma dor surda e sufocante.
Ao entrar em casa, Pedro o chamou, mas ele sequer pareceu ouvir.
Luciana puxou Thiago pelo braço. — Seu filho está falando com você, não ouviu?!
Thiago soltou-se do aperto dela com violência, o olhar gélido. — Pode me deixar em paz?!
Luciana viu a expressão dele. Uma frieza assustadora.
Involuntariamente, ela recuou.
Quando Thiago se afastou, ela sussurrou entre dentes: — Aquela garota insolente... toda vez que aparece, traz desarmonia para a nossa casa. Para que ela voltou?!
No meio do caminho, o telefone de Naiara tocou. Era Fábio.
Ela precisou ajustar a voz antes de atender.
— Onde você está? Já chegou todo mundo, só falta você!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...