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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 79

Em seguida, o grupo começou a desfrutar do banquete em um clima barulhento e animado.

Apenas Naiara parecia não ter apetite para aquelas iguarias.

Isadora, percebendo isso, suspirou em silêncio.

Ela serviu um pedaço de costela com ameixas no prato de Naiara e sussurrou em seu ouvido:

— Já que está aqui, divirta-se. Coma e beba. Se privar só vai dar o gosto da vitória para aqueles desgraçados que te machucaram.

— Você não disse da última vez que queria que eu te pagasse um jantar no Pavilhão Imperial? Olha aí a chance. O Fábio está pagando, vamos comer à vontade.

Naiara relaxou e abriu um sorriso. — Você tem razão.

Fábio aproximou-se com uma taça de vinho na mão. — Vocês duas, parem de fofocar! Vamos beber! Este é um vinho de safra especial que guardo aqui. Não abro para qualquer um.

Ele já ia encher a taça de Naiara.

Naiara tentou recusar, mas Isadora foi mais rápida.

— A Naiara parou de beber. Eu tomo essa taça em homenagem a você.

Fábio não aceitou a desculpa. — Da última vez, deixei você beber por ela porque odeio ver os outros forçando a barra. Mas hoje é meu aniversário, é só uma taça. E um vinho tão bom, eu queria que ela provasse.

Naiara, não querendo revelar a gravidez, inventou uma mentira rápida.

— Estou naqueles dias.

Fábio ergueu uma sobrancelha. — Esse seu negócio escolhe data? Não podia vir antes nem depois, tinha que ser justo no meu aniversário?

— E quem mandou você fazer aniversário justo quando eu estou naqueles dias? — retrucou Naiara, implacável.

Fábio ficou sem palavras, mas logo soltou uma risada franca.

— Você não mudou nada. Continua com a língua afiada de sempre.

Ele virou o vinho de uma vez e suspirou.

— Mas, ao mesmo tempo, parece que está diferente.

— Eu ainda sou eu. — respondeu Naiara, fria.

— Não, não, não. — Fábio balançou o dedo indicador e virou-se para Afonso, que observava em silêncio.

— Você sabe como ela era no passado?

Os olhos frios de Afonso ganharam um brilho sutil de interesse e gentileza.

— Não sei.

— Então eu te conto. — Fábio colocou o braço sobre os ombros de Afonso, ficando animado. — Quando eu a conheci, ela era só uma garotinha. Vivia de rabo de cavalo e usava roupas simples.

— Mas, cara! Como ela era linda!

Fábio perdeu-se nas lembranças.

— Não era uma beleza vulgar. Era algo que dava gosto de olhar, fresco e limpo. E tinha tanta classe que os pretendentes faziam fila na Universidade de Rio Belo.

— O problema é que ela era fria demais, muito direta. Quando dava um fora, não tinha piedade!

Fábio cerrou os dentes. — Eu, o grande Sr. Fábio, o cara mais popular do campus. Mas, para ela, eu valia menos que erva daninha.

Afonso deu um sorriso elegante e sutil. — Ela não te via como erva daninha, você que era confiante demais. Acho que ela fez muito bem em te recusar. A fama de mulherengo do Sr. Fábio sempre foi de conhecimento público. Não se pode forçar uma flor rara a nascer no esterco.

Naiara abaixou a cabeça, segurando o riso.

Não imaginava que Afonso também soubesse ser irônico.

Isadora bateu palmas. — Sr. Afonso! Falou e disse! Ele é um monte de esterco!

Fábio não se irritou, apenas riu. — Só vocês mesmos para me zoarem assim.

Depois, Fábio cochichou algo no ouvido de Afonso. Ninguém ouviu o que foi, mas os olhos de Afonso se encheram de um sorriso leve.

Isadora puxou Naiara para sussurrar:

— Não vai mesmo contar a ele sobre quem é o pai da criança?

Naiara balançou a cabeça como resposta.

— Que pena. Ele tem noiva, mas, se não tivesse, depois que você se divorciar, vocês fariam um casal e tanto.

— Não tenho mais a menor intenção de me envolver nisso. — respondeu Naiara, com indiferença.

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