Houve um breve momento de silêncio entre os dois.
Ambos tinham coisas a dizer, mas sabiam que não deviam.
Naiara quebrou o gelo.
— Por que não me disse logo naquele dia que o chefe da Motores Stellis era o irmão da Isabella?
— O contrato já estava assinado. Dizer ou não dizer não mudaria nada — respondeu Afonso.
Era verdade.
Mesmo que ele tivesse contado, o que mudaria?
Ela não poderia quebrar o contrato.
Naiara se lembrou das palavras de Isabella.
— Até que não é de todo mal. Como somos conhecidos, a parceria pode até fluir melhor.
De repente, um garçom passou ao lado deles, assustando Naiara.
— É melhor você voltar. Tenho medo de que, se conversarmos por muito tempo, a Srta. Isabella possa interpretar mal.
O coração de Afonso apertou.
— Eu te acompanho até lá embaixo.
— Não precisa.
Naiara virou-se para partir.
Entre eles, as coisas deviam ser assim.
Palavras e atitudes sempre dentro dos limites.
Quando um grito de pânico rasgou o ar, Naiara se virou bruscamente.
Tudo aconteceu de forma tão repentina.
Tão repentina que Naiara ficou paralisada por longos segundos, incapaz de processar a cena.
Havia uma faca cravada no abdômen de Isadora.
Sangue jorrava sem parar ao redor da lâmina.
E a agressora era Adriana Fontana.
Ninguém sabia como aquela mulher, que havia desaparecido completamente dos holofotes e sido esquecida por todos, surgiu ali do nada.
Nem como ela havia conseguido entrar no evento armada com uma faca.
Era Adriana, mas ao mesmo tempo não parecia ser.
Ela parecia uma louca varrida.
Tirando forças de onde não tinha, tentava arrancar a faca do abdômen de Isadora.
Porque o seu verdadeiro alvo...
Era Afonso.
Mas Isadora se jogou na frente para protegê-lo.
Naiara entrou em pânico.
— Ela apenas...
Apenas o quê? Ela não conseguia inventar nenhuma desculpa.
O motivo pelo qual Isadora tomou a facada no lugar de Afonso não era óbvio o suficiente?
— Hah. — O rosto de Fábio foi perdendo a cor. — Naiara, me diga. Como eu deveria interpretar isso?
— Ela salvou o meu melhor amigo. Eu deveria ser grato.
— Mas ela não salvou o Afonso porque ele é meu amigo. Ela o salvou porque é apaixonada por ele.
— A minha esposa ignorou completamente o fato de carregar o meu filho na barriga e se sacrificou sem pensar duas vezes para salvar outro homem.
— Naiara. — A voz de Fábio soou rouca e alquebrada. — O que diabos eu devo pensar disso?
Com um nó sufocante na garganta, Naiara o abraçou gentilmente.
— Fábio, o bebê vai ficar bem.
— Hahahahaha! — Adriana ria de forma maníaca e assustadora. — Que ótimo, promoção de pague um, leve dois! Bem feito! Quem mandou ela se intrometer para levar a facada? Ela procurou a própria morte, ela...
O resto da frase nunca foi proferido.
Foi a primeira vez que Naiara viu Fábio, o homem sempre descontraído, livre e otimista, transformar-se em uma fera selvagem prestes a devorar alguém. Ele desferiu um chute brutal bem na cabeça de Adriana.
Um golpe que quase a matou na hora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...