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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 792

No final, o tumulto acabou chamando a atenção e a notícia rapidamente chegou aos ouvidos de Henrique Xavier.

Ele não veio sozinho.

Isabella e seus pais o acompanhavam, junto com Fausto.

Olhando para Adriana caída e inconsciente no chão, Henrique exigiu explicações de Naiara.

Fábio respondeu por ela.

— Ela é filha do Wilson Fontana. Descobriu que a ruína da família Fontana foi orquestrada por Afonso, então veio para matá-lo. Só que...

Fábio hesitou, alterando propositalmente o resto da história.

— Acabou esfaqueando a pessoa errada.

Era uma explicação absurdamente improvável.

Por maior que fosse o engano, seria impossível confundir um homem com uma mulher.

Fábio fez isso apenas para evitar que o escândalo fosse ainda mais constrangedor.

Se Isabella descobrisse que Isadora havia se sacrificado para salvar Afonso, a situação se tornaria insustentável.

Naquele momento, Naiara não sentia pena de Isadora.

Sentia pena de Fábio.

Repleto de amargura, com uma dor indescritível e uma fúria que o consumia por dentro, ele ainda assim priorizava a reputação de todos, amenizando o peso da história de forma resignada.

Naiara deu a volta e segurou a mão de Fábio pelas costas.

Porque ela notou que as mãos dele tremiam sem parar.

Ela queria transmitir-lhe alguma força, para que ele conseguisse se acalmar.

Desde que o conhecia, nunca o vira tão devastado e sombrio.

A partir daquele instante, o nome Isadora provavelmente se tornaria uma maldição na vida de Fábio.

Atacar alguém durante o banquete de aniversário de Henrique Xavier era como cutucar a onça com vara curta.

Como Henrique deixaria aquilo passar impune?

Eduardo perguntou:

— patrão, devemos chamar a polícia?

A voz de Henrique ecoou fúnebre como a de um juiz do inferno:

— Chamar a polícia seria fácil demais para ela. Já que ousou tentar contra a vida do meu filho, os dias dela chegaram ao fim.

— Eduardo!

— Afonso.

Ao ouvir o chamado de Fábio, Afonso se endireitou. A parte da frente de sua camisa estava encharcada de sangue, uma visão difícil de encarar.

A linha do seu queixo estava rígida, o olhar coberto por uma sombra sombria. Quando abriu a boca, sua voz saiu rouca.

— Sinto muito.

O coração de Fábio doeu ao ouvir aquilo. Ele se sentou ao lado do amigo.

— Afonso, não me diga isso. Além do mais, você não tem culpa de nada.

— Afonso, você está bem? — Isabella se abaixou diante dele, preocupada. — Por que está com tanto sangue? Você se machucou?

Naiara franziu o cenho.

Qualquer pessoa em sã consciência sabia que aquele sangue era de Isadora.

Mas Isabella não parecia se importar nem um pouco se a pessoa lá dentro viveria ou morreria. Para ela, só existia o Afonso.

Afonso ignorou Isabella e virou-se para falar com Fábio.

— E se o bebê...

Se acontecesse alguma coisa com a criança, como ele encararia o seu melhor amigo?

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