Após a rejeição de Afonso, Isabella saiu do escritório com uma péssima expressão.
Sua assistente pessoal, Sabrina Queiroz, estava esperando no carro. Ao vê-la sair, apressou-se em abrir a porta. Isabella atirou a bolsa para ela.
Assim que entraram no veículo, Sabrina ofereceu-lhe um café.
— Comprei agora mesmo, Isabella. Ainda está quentinho.
Como estava irritada, Isabella foi grosseira:
— Quer que eu tome isso agora para perder o sono a noite toda?
Sabrina recuou imediatamente a mão.
— Desculpe, Isabella. Vou comprar outra coisa para você.
— Não precisa — suspirou Isabella, tentando se acalmar. — Desculpe, peguei pesado com você.
— Tudo bem, eu percebi que você não está num dia muito bom. — Sabrina sondou cuidadosamente. — Brigou com o Sr. Afonso?
Isabella suspirou.
— Quem dera a gente tivesse brigado.
Brigar significaria que ele se importava. Mas aquele silêncio ausente era pacífico demais.
Um ou dois dias assim até seriam toleráveis, mas essa frieza constante estava deixando-a à beira de um ataque de nervos.
Isabella não quis continuar naquele assunto.
— Pegue o meu celular na bolsa. Vou escolher um lugar para a gente jantar.
— Claro.
Sabrina abriu a bolsa de Isabella.
— Nossa, Isabella, não acredito que você tem o Raposa Nick!
Isabella estava tão dispersa que nem reparou na exclamação de surpresa.
— Sim, a Naiara que me deu.
— A Srta. Naiara Jasmim?
— Sim.
— Não me diga que ela também foi à exposição de brinquedos de Porto das Estrelas?
Isabella franziu a testa, confusa.
— Que exposição?
— A exposição anual de Porto das Estrelas! Essa versão exclusiva do Raposa Nick só estava disponível lá. E o pior: era só para exibição, não estava à venda. Eu fiquei apaixonada por ele, mas por mais que eu implorasse, eles se recusaram a me vender um sequer.
A mulher acompanhando Carlos não era outra senão Isadora Coelho, a mesma Isadora que horas antes havia assinado os papéis do divórcio com Fábio.
Ela estava saindo com Carlos? E de forma tão harmoniosa e amigável?
Isadora sempre demonstrara profundo desprezo por homens como Carlos. Na frente de Naiara, ela já o havia xingado incontáveis vezes.
Pelo visto, as relações humanas eram verdadeiramente imprevisíveis.
Naiara também sentiu que não havia nada a ser dito. O melhor era ir embora.
Mas Carlos abriu um sorriso sarcástico:
— Que coincidência. Vocês dois também vieram jantar aqui?
Fábio não foi nada educado:
— E qual é o problema? Nós não podemos?
— O Sr. Fábio parece estar transbordando ressentimento.
Fábio não escondeu o desprezo.
— Então me poupe e não venha me provocar.
— Hmph — Carlos soltou uma risada debochada e virou-se para Isadora. — Não é à toa que você quis o divórcio. Um homem como ele não serve para ser marido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...