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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 809

A voz de Quitéria subiu de tom repentinamente.

Gualter inclinou o corpo para trás pelo susto.

Por que essa garota era tão espalhafatosa?

— Mas o quê?

— Mas, se algum dia você gostar de alguém, prometo que paro de te incomodar na mesma hora.

Gualter achou que ela estivesse blefando e provocou:

— Você gosta de se humilhar tanto assim?

No entanto, Quitéria respondeu com profunda seriedade:

— Isso não é humilhação. A Sra. Naiara me disse uma vez que buscar com coragem e sinceridade a pessoa que amamos já é algo lindo por si só. Mesmo que não dê certo no final, pelo menos não haverá arrependimentos. Então, eu só não quero me arrepender depois.

Gualter olhou nos olhos brilhantes e sinceros da garota. Ele ficou em transe por um instante antes de dizer de propósito:

— E se um dia eu realmente gostar de alguém? Você acha que conseguiria desistir de mim assim, do nada?

— Eu conseguiria! — O olhar dela transbordava determinação. — A Sra. Naiara ama tanto o Sr. Afonso e mesmo assim conseguiu abrir mão dele. Sendo que um único telefonema seria suficiente para os dois se encontrarem, e mesmo assim ela se contém. Por que eu não conseguiria?

Aquilo deixou Gualter inexplicavelmente irritado.

— Chega de tagarelar, vá logo para casa.

Quitéria obedeceu.

— Ah, tá bom. Estou indo.

Gualter olhou pela janela. A noite já caíra densa.

— Espere!

Quitéria pulou de susto.

— O que foi agora?

— Senta e espera — resmungou Gualter. — Assim que eu terminar, te dou uma carona.

Quitéria pensou um pouco.

— Mas a gente nem mora para o mesmo lado.

Ele lançou-lhe um olhar cortante. Ela continuou:

— Não precisa se incomodar. Posso pegar um ônibus, é direto, super tranquilo.

Gualter simplesmente a observou sair e acabou rindo sozinho.

— Não é à toa que o Breno diz que você é mesquinho.

José estalou a língua com desprezo.

— Mesquinho? Eu sou muito mais generoso que ele. Quando viemos para Rio Belo e você não o trouxe junto, ele passou os dias no meu pé reclamando que você tinha favoritismo.

Afonso apertou o espaço entre as sobrancelhas para aliviar a dor de cabeça.

José, penalizado, perdeu a vontade de brincar. Mas, de repente, lembrou-se de um detalhe importante.

— Chefe, ouvi dizer que o Vitor Xavier também está vindo para Rio Belo.

Henrique Xavier, pai de Afonso, tinha um irmão: Bernardo Xavier. Bernardo tinha um casal de filhos, e Vitor era o primogênito.

Pai e filho pareciam carregar a palavra "ambição" estampada na testa. Felizmente, Vitor não passava de um playboy inconsequente.

Tinha sede de poder, mas faltava-lhe competência. Mulheres e excessos eram sua rotina. Trocar de amante era como trocar de roupa, e bater ponto em cassinos era o seu esporte oficial.

Henrique costumava ter dores de cabeça por causa daquele parasita na família. Mas, por serem do mesmo sangue e por Bernardo ainda deter uma parcela das ações do Grupo Xavier, ele era forçado a fechar os olhos para muitas coisas.

Afonso, no entanto, sequer via aquele sujeito como uma ameaça real. Apenas bufou levemente.

— Rio Belo vai ficar cada vez mais agitada.

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