A voz de Quitéria subiu de tom repentinamente.
Gualter inclinou o corpo para trás pelo susto.
Por que essa garota era tão espalhafatosa?
— Mas o quê?
— Mas, se algum dia você gostar de alguém, prometo que paro de te incomodar na mesma hora.
Gualter achou que ela estivesse blefando e provocou:
— Você gosta de se humilhar tanto assim?
No entanto, Quitéria respondeu com profunda seriedade:
— Isso não é humilhação. A Sra. Naiara me disse uma vez que buscar com coragem e sinceridade a pessoa que amamos já é algo lindo por si só. Mesmo que não dê certo no final, pelo menos não haverá arrependimentos. Então, eu só não quero me arrepender depois.
Gualter olhou nos olhos brilhantes e sinceros da garota. Ele ficou em transe por um instante antes de dizer de propósito:
— E se um dia eu realmente gostar de alguém? Você acha que conseguiria desistir de mim assim, do nada?
— Eu conseguiria! — O olhar dela transbordava determinação. — A Sra. Naiara ama tanto o Sr. Afonso e mesmo assim conseguiu abrir mão dele. Sendo que um único telefonema seria suficiente para os dois se encontrarem, e mesmo assim ela se contém. Por que eu não conseguiria?
Aquilo deixou Gualter inexplicavelmente irritado.
— Chega de tagarelar, vá logo para casa.
Quitéria obedeceu.
— Ah, tá bom. Estou indo.
Gualter olhou pela janela. A noite já caíra densa.
— Espere!
Quitéria pulou de susto.
— O que foi agora?
— Senta e espera — resmungou Gualter. — Assim que eu terminar, te dou uma carona.
Quitéria pensou um pouco.
— Mas a gente nem mora para o mesmo lado.
Ele lançou-lhe um olhar cortante. Ela continuou:
— Não precisa se incomodar. Posso pegar um ônibus, é direto, super tranquilo.
Gualter simplesmente a observou sair e acabou rindo sozinho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...