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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 820

Assim que Fausto se aproximou, Naiara foi a primeira a falar.

— Sinto muito, Sr. Âncora, mas não poderei continuar a viagem hoje. Sugiro que voltem na frente. Amanhã nós pegamos um carro e retornamos por conta própria.

— Podemos ficar e voltar todos juntos amanhã — respondeu Fausto, com indiferença.

— Não é necessário. Falta pouco para chegarmos, mas não quero fazer mais esforço hoje.

Fausto desceu o olhar para a barriga dela.

— Tem certeza de que vai ficar bem?

Gualter tomou a palavra:

— Pode deixar, Sr. Âncora. Eu cuidarei muito bem da nossa vice-diretora.

Assim que Fausto virou as costas e se afastou, Gualter sacou o celular para responder a Afonso.

Enquanto ele esperava do lado de fora da sala de exames, Afonso havia enviado uma mensagem, finalizada com um aviso claro:

[Cuidado com o Fausto.]

Por isso, com Fausto por perto, Gualter fingiu não fazer nada.

Agora, ele digitava a toda pressa. Sabia que Afonso devia estar consumido pela agonia.

[Está tudo bem, foi só aquele falso tr...]

Ele parou no meio da frase e virou para Naiara.

— O que a doutora disse que era mesmo?

— Contrações de treinamento.

— Ah, tá.

E continuou a digitar.

— Para quem você está mandando mensagem? — perguntou Naiara.

Gualter mentiu sem piscar:

— Para ninguém. Estou procurando um hotel no aplicativo.

Naiara estava cansada demais para desconfiar. Só queria encontrar uma cama e dormir.

...

Ao ouvir o toque de notificação, Afonso agarrou o celular com uma rapidez que nunca tivera na vida.

Seus dedos tremiam levemente ao abrir a mensagem.

José assistia à cena com o coração na mão.

Que situação! Afonso estava morrendo de preocupação, mas não podia correr para o lado da mulher que amava! Tinha que se manter distante para não dar munição aos inimigos, para não sujar a reputação de Naiara e para evitar que pessoas cruéis usassem o bebê como alvo.

José estudou as feições do chefe.

O telefone sobre a mesa tocou.

Afonso apertou o viva-voz, e a voz da secretária preencheu a sala:

— Sr. Afonso, a Srta. Isabella acabou de chegar.

Desde que levara uma bronca severa de José, a jovem secretária criara coragem. Agora, nem que o rei do mundo aparecesse, ela faria a pessoa esperar lá fora até anunciar.

Ela seguia uma lógica simples: seu chefe era Afonso, então ela só obedecia a Afonso.

— Peça para ela aguardar na recepção — ordenou ele.

José revirou os olhos.

— O que ela quer aqui de novo?

— Tenho que ir à Mansão Xavier hoje.

Lá fora, a secretária sorriu com polidez.

— Srta. Isabella, o Sr. Afonso ainda está em uma reunião. Por favor, aguarde um instante.

Isabella engoliu a frustração.

— Tudo bem.

Se não quisesse brigar com Afonso novamente, teria que suportar aquela humilhação de ser anunciada como uma estranha.

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