Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 847

Natália já não conseguia articular nenhuma palavra. Sua garganta estava se fechando.

No segundo seguinte, a menina foi suspensa no ar.

Afonso a pegou nos braços com firmeza e correu em direção à porta do apartamento.

Sem pensar duas vezes, Naiara disparou atrás dele. Num reflexo, agarrou seu próprio casaco e o paletó de Afonso antes de sair.

Belmira estava paralisada, repetindo num tom desesperado:

— Mas eu não usei amêndoa na comida! Não tem amêndoa nesta casa, como isso é possível...?

— Fui eu...

A voz trêmula de Isabella cortou o desespero do casal. Os dois idosos viraram-se para ela no mesmo instante.

Isabella estava encolhida, assumindo a postura de uma vítima indefesa.

— Eu... eu dei dois chocolates para ela. Aqueles de grife... Tinha recheio de amêndoas. Eu acho que ela comeu tudo.

Meu Deus!

Belmira abriu a boca, pronta para destruí-la com um sermão impiedoso, mas Leonardo interveio com um olhar de advertência pesada. Belmira engoliu as palavras.

Percebendo o peso do que fizera, Isabella correu para fora do apartamento.

Mas era tarde. O elevador já havia descido. Não havia sinal de nenhum deles.

Graças a Deus havia um grande hospital a menos de quatro quilômetros dali.

Afonso cantou pneu no estacionamento da emergência, abriu a porta do carro, pegou Natália nos braços e disparou para dentro.

Mas antes de arrancar pelos corredores, ele virou a cabeça e ordenou a Naiara num tom que não admitia réplica:

— Não corra. Venha caminhando devagar.

Naiara apenas concordou com um aceno frenético.

Quando Naiara alcançou a sala de observação, o médico já estava prescrevendo os medicamentos.

— Vamos ter que colocar no soro e medicar na veia. Ela ficará em observação por algumas horas.

A medicação intravenosa foi instalada rapidamente.

Mas como a medicação ainda não havia cortado o efeito histamínico, Natália continuava se arranhando em agonia.

Naiara segurou as mãozinhas da criança com delicadeza e firmeza.

— Meu amor, seja forte. Só mais um pouquinho. Assim que o soro fizer efeito, a coceira vai passar.

Afonso estava focado em solucionar o mistério.

— Natália, onde você conseguiu amêndoas?

A menina franziu o rostinho sofrido.

— Eu não sei.

— O que você comeu depois que chegou no apartamento do senhor Leonardo?

— Eu só comi o chocolate que a tia Isabella me deu.

Naiara ligou os pontos imediatamente.

— O chocolate devia estar recheado de amêndoas.

Afonso forçou um sorriso mínimo.

— Eu não vou brigar.

Logo, o remédio fez efeito e Natália adormeceu profundamente.

Nas mãos de Naiara, os casacos dos dois ainda estavam amassados.

Afonso tomou seu próprio paletó das mãos dela e usou para cobrir Natália delicadamente.

— Vista seu casaco. — ordenou ele.

Naiara obedeceu. Quando se apoiou nos braços da cadeira para levantar, Afonso de repente aproximou-se num movimento fluido. Parado de pé diante dela, o homem majestoso puxou a gola do casaco dela, ajudando-a a vesti-lo.

O abdômen firme e musculoso sob a camisa roçou levemente no rosto de Naiara, um toque quase acidental, mas carregado de tensão.

O coração de Naiara falhou duas batidas.

Com o casaco ajeitado, Afonso abaixou o tom de voz.

— Me espere aqui. Vou descer e comprar algo para você. Você não comeu nada no jantar.

E assim, ele virou as costas e sumiu pelo corredor.

Com a mesma eficiência cirúrgica de quando chegou. Sem hesitações. Sem perder tempo com palavras inúteis.

O coração de Naiara sofreu um impacto sísmico.

Então era isso que significava verdadeira segurança.

Não importava a crise, ela não precisava gastar um segundo de saliva. Afonso sempre daria um passo à frente, blindando-a do caos e assumindo o controle absoluto de tudo.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê