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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 848

Naiara ligou para Belmira e explicou a situação de Natália, pedindo que os dois ficassem tranquilos no apartamento.

Mas Belmira, tomada pelo instinto maternal, recusou-se a ficar em casa e insistiu em ir ao hospital.

Como não adiantava discutir, Naiara cedeu.

Afonso não demorou a voltar.

Ele carregava várias sacolas com lanches de uma loja de conveniência da recepção.

Naiara olhou para as sacolas com curiosidade.

— Por que você comprou tanta coisa?

— Porque eu também estou com fome. — respondeu ele.

Naiara quase deixou escapar uma risada.

Era óbvio. Quem tinha carregado todo o peso e corrido feito louco tinha sido ele.

Naiara não resistiu ao cheiro da espiga de milho cozida que exalava de uma das sacolas.

— Eu quero esse.

Afonso entregou a espiga de milho.

Naiara encostou-se preguiçosamente na cadeira do hospital e começou a comer.

Mas, quando estava na metade da espiga, Belmira e Leonardo apareceram pelo corredor.

E não vieram de mãos vazias. Trouxeram o jantar impecavelmente embalado.

Belmira não perdeu tempo e arrancou a espiga de milho da mão de Naiara.

— Como é que você me come um negócio desse? Isso não tem nutrição nenhuma para uma grávida! Eu trouxe a sua comida. Está tudo na garrafa térmica, ainda está quente. Coma logo.

Para ser sincera, a não ser que a pessoa tivesse uma pedra no lugar do coração, ser tratada com tamanho zelo e afeto faria qualquer um querer chorar.

Naiara fez um bico, as emoções vazando por trás da fachada polida.

— Padrinho, madrinha... por que vocês são tão maravilhosos comigo?

Belmira, porém, estava ocupada lançando um olhar mortal para Afonso.

— E você também! Como tem a coragem de comprar essas porcarias sem valor nutricional para a Naiara comer?!

Afonso tentou se justificar sob o olhar severo da idosa.

— Eu só queria subir rápido. Comprei qualquer coisa lá embaixo.

A palavra "qualquer coisa" acendeu a fúria de Belmira.

— Como assim 'qualquer coisa'?! Ela está grávida! Precisa de comida de verdade! Claro, você não é o pai da criança, então não está nem aí se o bebê passa fome!

Afonso, com a calma de um imperador, disparou a bomba:

— Meu filho puxou a mim. Não tem frescura.

— Você é muito irrespons...

Belmira foi interrompida bruscamente quando Leonardo agarrou seu braço.

— Seu filho? — indagou Leonardo.

Afonso foi sumariamente esquecido em um canto.

Seu celular vibrou com uma mensagem. Ele desbloqueou a tela para ler, e sem cerimônia, pegou a espiga de milho deixada pela metade por Naiara e começou a devorá-la.

Naiara lançou um olhar atravessado.

O bilionário não tinha o menor nojo de comer as sobras dela.

Após terminar a refeição, Naiara relatou aos padrinhos todos os detalhes chocantes sobre a criança.

Leonardo ouviu com uma postura solene, o rosto cravado de preocupação.

— Quantas pessoas já sabem desse segredo?

— Todo mundo que deveria e que não deveria saber, já sabe. — respondeu Afonso. — Mas, até agora, a notícia não chegou aos ouvidos da família Âncora.

— E o Carlos Lucca? — questionou Leonardo.

— Ele ainda não sabe.

Mas era óbvio que não demoraria a descobrir.

As sobrancelhas de Leonardo uniram-se fortemente.

— Afonso, e o seu pai? Como o velho patriarca reagiu a isso?

— Ele está fazendo vista grossa. — respondeu Afonso, inabalável.

Era praticamente um consentimento tático.

Conhecendo o pai, Afonso sabia que, se o velho fosse contra, já teria mandado aniquilar a ameaça.

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