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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 875

— O Afonso tem sorte de ter amigos como vocês — disse Henrique, com respeito.

Fábio deu um sorriso contido.

— A honra é nossa de ter o Afonso como amigo. E é exatamente por isso que nem eu nem o Cícero queremos vê-lo viver o resto da vida sofrendo por perder a mulher que ama. Nós queremos que ele seja feliz, mesmo que... mesmo que o processo traga dor. Uma coisa eu garanto: o Afonso não vai se arrepender.

Fábio respirou fundo e deu a cartada final.

— Quanto às ameaças internas e externas que o preocupam, nós estamos plenamente cientes delas. Mas, tio Henrique, eu não gostaria que o maior obstáculo interno do Afonso fosse... o senhor.

Henrique Xavier congelou na cadeira.

A voz firme e inabalável de Fábio preencheu o silêncio da sala.

— O senhor é o pai do Afonso. É o único pilar dele, a maior força. Se o senhor continuar se opondo a ele, só estará adicionando mais dor a um caminho já difícil. O Afonso não tem medo dos inimigos externos ou das disputas de poder. O que ele realmente teme é ser forçado a escolher entre as pessoas que ele mais ama. Ele teme que o senhor o empurre para um beco sem saída e destrua o vínculo de pai e filho que existe entre vocês.

A mão de Henrique, que segurava a xícara, tremeu levemente. O chá quase respingou.

Eduardo rapidamente se adiantou e recolheu a xícara das mãos dele.

Henrique levantou-se lentamente e encarou Fábio por um longo tempo, em absoluto silêncio.

Então, caminhou de um lado para o outro por alguns segundos.

— Fábio, não se importa se eu o chamar assim, não é?

Fábio também se levantou, em postura de respeito.

— Por favor, tio Henrique.

— Em nome do Afonso... eu lhe agradeço.

Foi o próprio Eduardo quem acompanhou o visitante até a porta principal. Ao retornar à sala, encontrou Henrique recostado na poltrona, de olhos fechados.

— Sr. Henrique? — chamou o mordomo suavemente.

O patriarca abriu os olhos devagar e soltou um suspiro carregado de melancolia.

— Eduardo... parece que ficamos velhos de verdade. Já não conseguimos mais acompanhar a cadência dessa juventude.

Eduardo estava sinceramente feliz por ver que Afonso possuía amigos tão leais.

A ficha de Henrique caiu.

— Eu sabia que o rosto desse menino me era familiar, que já o tinha visto em algum lugar. Quem diria que ele é filho do Lauro Marques. Tal pai, tal filho.

— O detalhe é que a relação entre pai e filho sempre foi péssima — acrescentou Eduardo. — O jovem Fábio se recusa a voltar e assumir o império do pai. Ele estudou na mesma universidade que a Srta. Naiara. O primeiro empreendimento dos dois atraiu dezenas de milhões de dólares em investimentos em apenas seis meses. E mais: lá atrás, o jovem Fábio chegou a pedir a Srta. Naiara em casamento, mas foi rejeitado. A visita dele hoje, além de ser pelo jovem mestre, também foi, sem dúvida, por ela.

O mordomo finalizou com uma reflexão.

— Um é o melhor amigo dele, a outra é o grande amor intocável. Pelo que vi, ele deseja genuinamente que o nosso jovem mestre e a Srta. Naiara tenham um final feliz.

***

Fábio chegou ao local onde havia estacionado seu carro. A pessoa que deveria estar no banco do carona havia sumido.

Ao saírem do prédio de Naiara, Yara havia insistido para acompanhá-lo. Para não perder tempo, ele acabou cedendo, mas exigiu que ela esperasse no carro e não fizesse nenhuma bobagem.

Yara tinha obedecido e não tentou forçar a entrada na mansão. Mas agora, cadê ela?

Quando Fábio já ia pegar o celular para ligar, escutou a voz da garota vinda de um canto afastado. Seguindo o som, encontrou Yara agachada perto de um canteiro de flores.

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