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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 876

Yara estava abaixada, acariciando a cabeça de um gatinho de rua.

O felino se esfregava contra as pernas dela. Sem o menor nojo, Yara falava com o gato em uma voz doce e suave.

Naquele instante, o coração de Fábio amoleceu um pouco, mas, quando abriu a boca, o tom saiu com a rispidez de sempre:

— Eu não mandei você ficar no carro?! Para onde você foi correr?

Yara virou a cabeça e, com seus grandes olhos brilhantes, apontou para o animalzinho.

— Fábio, olha como ele é fofo! Vamos levá-lo com a gente?

A recusa foi imediata e categórica.

— Vai levar pra onde? Você acha que o seu hotel aceita animais de estimação?

Yara fez uma cara de quem dizia o óbvio.

— Na sua casa, claro.

Fábio franziu a testa.

— Em que planeta você vive?

Aquela criatura devia estar suja e cheia de pulgas, além de soltar pelos pela casa inteira. Ele não ia abrigar um bicho daqueles de jeito nenhum.

Yara fez beicinho.

— Quando a Naiara quis adotar aquele cachorro de rua, a Bolinha, o Afonso também não gostava de cachorros, mas levou pra casa do mesmo jeito. Por que você não pode ser igual ao Afonso e me deixar levar o gatinho?

— Porque eu não sou o Afonso e você não é a Naiara. Entendeu?

— Mas se a gente não levar, ele vai morrer de fome.

— Não vai. Alguém na rua acaba dando comida.

— Mas ele vai sentir muito frio aqui fora.

— Se fosse para morrer de frio, já tinha morrido.

— Mas...

— Você vai entrar no carro ou não? Se não for, eu vou sozinho!

Tudo que Fábio queria era voltar logo para casa, tomar um banho demorado e dormir numa cama confortável, em vez de ficar plantado ali discutindo com uma garota teimosa sobre um gato de rua.

— Mas eu quero levar ele comigo — insistiu Yara, com os olhos pidões.

— Fora de cogitação!

— Fábio, eu te implo...

— Cala a boca! Se eu disse que é não, é não!

— Mas ele é tão coitadinho...

Fábio respirou fundo, tentando invocar uma paciência que não possuía.

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