— Não está quente.
Só então Afonso se virou e encarou Pedro.
— Quando o problema da sua mãe estiver resolvido, você vai trabalhar no meu grupo corporativo.
Pedro apontou para si mesmo, chocado.
— Eu? Trabalhar?
— Não quer?
Pedro viu a escuridão abissal no olhar frio de Afonso e estremeceu.
— Não, não é isso! É que eu... eu nunca trabalhei na vida.
— Tudo tem um começo.
— E o que eu vou fazer na sua empresa?
— Encarregado de estoque.
Pedro tentou assimilar as palavras, que soavam muito estranhas para ele.
— O que um encarregado de estoque faz?
— Trabalha com coisas gigantes. É uma posição de extrema importância, o equivalente a um cargo gerencial — disse Afonso sem piscar.
O rosto de Pedro se iluminou de alegria.
— Sério, cunhado? Você confia tanto em mim?
— Confio.
Pedro nem pensou duas vezes.
— Fechado! Vou aproveitar a oportunidade para aprender gestão e administração ao seu lado, cunhado.
— Assim que a situação da sua mãe terminar, apresente-se à empresa. Seguindo os procedimentos corporativos, assinaremos um contrato de trabalho.
Pedro não hesitou:
— Sem problemas.
Um minúsculo sorriso apareceu nos lábios de Afonso.
Mas rapidamente seus lábios se estreitaram de novo, e o olhar tornou-se gélido e cortante.
— Fiquei sabendo que antes você nutria a ideia maluca de tentar casar com a sua própria irmã?
Ao ouvir aquilo, Pedro sentiu cada poro do seu corpo exalar um frio sepulcral.
Meu Deus!
Como aquele homem sabia de absolutamente tudo?!
Era assustador demais!
Ainda bem que havia virado o "cunhado", senão, estaria ele prestes a ser esfolado vivo?
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O advogado de Luciana finalmente conseguiu o habeas corpus para que ela respondesse ao processo em liberdade, e ela retornou à Mansão Nº 1.
Ao descobrir que foi graças aos apelos de Pedro a Naiara que a ajuda tinha vindo, Luciana, com os sentimentos confusos, pediu para vê-la.
Escutar Luciana dizer "obrigada" era tão improvável quanto ver o sol nascer no oeste.
— Ah, e muito obrigada a você também, Sr. Afonso.
Enquanto Naiara sentava-se no sofá, Afonso amparava delicadamente o braço dela.
— Não tem o que agradecer a mim. Eu só ajudei em consideração à Naiara — respondeu Afonso, indiferente.
No passado, uma atitude tão fria faria o sangue de Luciana ferver.
Mas as circunstâncias eram outras. Mesmo que quisesse dar seus chiliques habituais, ela não tinha mais moral nem forças para isso.
Ela sabia que ainda dependeria muito deles na batalha legal que viria a seguir.
Luciana entendia que a única razão pela qual Naiara tinha ido ali era por causa daquele objeto.
Com medo de que a garota duvidasse de suas intenções e sem perder tempo com enrolações, entregou-lhe uma pequena caixa.
— Aqui está. Era da sua mãe biológica.
Naiara abriu a caixa.
Lá dentro havia um colar.
A corrente era de ouro, sem grandes detalhes a destacar.
Mas o pingente também era feito de ouro, moldado no formato de uma estrela de cinco pontas.
Na parte de trás da estrela, havia uma letra gravada.
Um "M", de Magnus.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...