Até mesmo quando um funcionário de certo departamento cometeu um erro por desatenção, ele não fez questão de repreendê-lo.
A reunião foi encerrada.
José, deixando de lado a seriedade habitual do trabalho, sorriu e disse:
— Sr. Afonso, desde que você voltou de ver a Srta. Naiara... quer dizer, a futura Sra. Xavier, o sorriso não sumiu do seu rosto por um segundo sequer.
Afonso, enquanto assinava alguns documentos, curvou os lábios sutilmente.
— Sério?
— Seríssimo. Quer que eu traga um espelho para o senhor conferir?
Afonso ergueu o braço para verificar a hora.
— O que temos na agenda para mais tarde?
— Apenas um jantar com os fornecedores.
Foi então que Afonso se lembrou.
— Acho que eu tinha me esquecido completamente disso.
José soltou uma risada baixa.
— A sua mente e o seu coração estão tão ocupados com a futura Sra. Xavier que não sobra espaço para mais nada, não é?
O olhar de Afonso era puro contentamento.
— Vê se não deixa ela escutar uma coisa dessas.
Se Naiara ouvisse, com certeza diria que ele estava negligenciando suas responsabilidades.
— Agora eu tenho certeza de que o que o Gualter disse é a mais pura verdade — brincou José.
— O que ele disse?
— Que o senhor, no futuro, vai ser totalmente pau-mandado da esposa.
Afonso caminhou até ele e deu um leve peteleco em sua testa.
— Estou indo.
— Sr. Afonso! — José se espantou. — Ainda nem deu a hora de sair.
Afonso sequer olhou para trás.
— Vou buscar a sua futura senhora no trabalho.
Ao chegar à porta, ele se lembrou de algo e virou-se novamente.
— E, a propósito, não a chame de 'Sra. Xavier' na frente dela ainda. Ela ficaria constrangida. Espere o momento certo.
Depois que Afonso partiu, José ficou coçando a cabeça, pensativo.
O que seria "o momento certo"?
Depois de resolver o cancelamento do noivado?
Ou depois do casamento em si?
— Nós ainda somos, para todos os efeitos, noivos.
— Mas eu já fui extremamente claro com você.
Aquilo pareceu tocar na ferida de Isabella, e sua voz se elevou subitamente.
— Enquanto não cancelarmos oficialmente o noivado, você continua sendo o meu noivo! E como meu noivo, deve cumprir com o seu papel! Não pode simplesmente fingir que eu não existo! Como tem coragem de dizer, na minha cara, que ama outra mulher?!
Afonso não demonstrou a menor compaixão. Seu olhar foi se tornando gélido, os lábios cerrados revelando uma autoridade intimidadora e uma frieza cortante.
O choque de realidade bateu forte em Isabella.
— Me desculpe. Eu perdi o controle. Eu... — Ela levou a mão à testa, desamparada. — Tantas coisas aconteceram ultimamente. Estou exausta, minhas emoções estão à flor da pele. Sinto muito, de verdade.
Afonso não se prolongou, respondendo de forma gélida:
— Volte para casa e descanse.
— Afonso, eu...
Ele franziu o cenho.
— Não quero tornar essa situação mais desagradável do que já é.
Isabella puxou o ar com força.
— Eu também não quero.
— Então, por que não podemos terminar tudo de forma amigável?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...