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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 923

Até mesmo quando um funcionário de certo departamento cometeu um erro por desatenção, ele não fez questão de repreendê-lo.

A reunião foi encerrada.

José, deixando de lado a seriedade habitual do trabalho, sorriu e disse:

— Sr. Afonso, desde que você voltou de ver a Srta. Naiara... quer dizer, a futura Sra. Xavier, o sorriso não sumiu do seu rosto por um segundo sequer.

Afonso, enquanto assinava alguns documentos, curvou os lábios sutilmente.

— Sério?

— Seríssimo. Quer que eu traga um espelho para o senhor conferir?

Afonso ergueu o braço para verificar a hora.

— O que temos na agenda para mais tarde?

— Apenas um jantar com os fornecedores.

Foi então que Afonso se lembrou.

— Acho que eu tinha me esquecido completamente disso.

José soltou uma risada baixa.

— A sua mente e o seu coração estão tão ocupados com a futura Sra. Xavier que não sobra espaço para mais nada, não é?

O olhar de Afonso era puro contentamento.

— Vê se não deixa ela escutar uma coisa dessas.

Se Naiara ouvisse, com certeza diria que ele estava negligenciando suas responsabilidades.

— Agora eu tenho certeza de que o que o Gualter disse é a mais pura verdade — brincou José.

— O que ele disse?

— Que o senhor, no futuro, vai ser totalmente pau-mandado da esposa.

Afonso caminhou até ele e deu um leve peteleco em sua testa.

— Estou indo.

— Sr. Afonso! — José se espantou. — Ainda nem deu a hora de sair.

Afonso sequer olhou para trás.

— Vou buscar a sua futura senhora no trabalho.

Ao chegar à porta, ele se lembrou de algo e virou-se novamente.

— E, a propósito, não a chame de 'Sra. Xavier' na frente dela ainda. Ela ficaria constrangida. Espere o momento certo.

Depois que Afonso partiu, José ficou coçando a cabeça, pensativo.

O que seria "o momento certo"?

Depois de resolver o cancelamento do noivado?

Ou depois do casamento em si?

— Nós ainda somos, para todos os efeitos, noivos.

— Mas eu já fui extremamente claro com você.

Aquilo pareceu tocar na ferida de Isabella, e sua voz se elevou subitamente.

— Enquanto não cancelarmos oficialmente o noivado, você continua sendo o meu noivo! E como meu noivo, deve cumprir com o seu papel! Não pode simplesmente fingir que eu não existo! Como tem coragem de dizer, na minha cara, que ama outra mulher?!

Afonso não demonstrou a menor compaixão. Seu olhar foi se tornando gélido, os lábios cerrados revelando uma autoridade intimidadora e uma frieza cortante.

O choque de realidade bateu forte em Isabella.

— Me desculpe. Eu perdi o controle. Eu... — Ela levou a mão à testa, desamparada. — Tantas coisas aconteceram ultimamente. Estou exausta, minhas emoções estão à flor da pele. Sinto muito, de verdade.

Afonso não se prolongou, respondendo de forma gélida:

— Volte para casa e descanse.

— Afonso, eu...

Ele franziu o cenho.

— Não quero tornar essa situação mais desagradável do que já é.

Isabella puxou o ar com força.

— Eu também não quero.

— Então, por que não podemos terminar tudo de forma amigável?

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