— Se eu insistisse em levar isso às últimas consequências, seria apenas mais uma desgraça para a família Jasmim. — A voz de Isadora soava suave, mas afiada.
Naiara a observou com uma calma glacial, sem dizer uma única palavra. Se tivesse sido realmente obra de Pedro, então eles estavam errados. Discutir seria inútil.
A voz de Isadora continuou, destilando seu falso altruísmo:
— Eu não vou processá-los. Mas não faço isso pela nossa antiga amizade, e sim em respeito ao Sr. Afonso. Afinal, ele se importa tanto com você.
— Portanto... — Isadora virou-se para Afonso, com um sorriso imperceptível desenhado nos lábios. — Sr. Afonso, parece que você me deve mais uma.
A expressão de Afonso permaneceu impassível, seu tom firme e distante.
— Srta. Isadora, não precisa usar esse tipo de artifício para nos fazer sentir que devemos algo a você. É um tanto infantil.
— Nunca houve qualquer tipo de relacionamento entre mim e a Srta. Isadora. Não há necessidade de você se esforçar tanto para criar uma falsa conexão entre nós. Isso apenas me causa repulsa.
Cada vez que ele pronunciava 'Srta. Isadora', a distância entre eles se multiplicava. As palavras de Afonso soaram como um segundo tapa brutal no rosto dela.
Incapaz de manter a pose, Isadora deixou escapar:
— Afonso, você agora a defende sem o menor limite moral, só por causa dela?
Afonso respondeu no mesmo instante: — Ela é o meu limite.
...
Isadora paralisou. Sentiu como se seu peito tivesse sido esmagado. Um aperto surdo e doloroso tomou conta dela. Ela não tinha convencido a si mesma de que já o havia superado? Por que ainda doía tanto?!
Nesse momento, Carlos abriu a boca. Não porque quisesse defender Isadora, mas porque tinha uma farpa encravada na garganta. Todo aquele cuidado excessivo de Afonso com Naiara era essa farpa.
Aquela mulher era originalmente dele, e agora se entregava aos braços de outro homem! E, para piorar, aos braços de seu maior rival.
Era uma humilhação que Carlos não conseguia engolir.
Na frente de todos, Isadora nem sequer usou o título de respeito. A expressão de Carlos escureceu drasticamente. Não pela falta do 'Sr.', mas pela frase 'não pode com ele'.
Isadora virou as costas e foi embora. Carlos ficou estático por alguns segundos antes de segui-la a passos duros.
Naiara virou-se para os culpados no chão e ordenou com uma voz grave:
— Agora vocês podem me dizer a verdade.
O homem olhou apavorado para Afonso. Somente após ver o magnata acenar levemente com a cabeça, ele abriu a boca.
— Foi mesmo o Sr. Pedro quem nos mandou fazer isso. Ele nos pagou uma quantia para darmos um susto na tal Isadora, mas nos avisou mil vezes para não machucá-la, apenas dar um susto.
Mas quem poderia prever que Carlos Lucca apareceria do nada?
Naiara cerrou os dentes. Aquele moleque irresponsável!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...