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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 934

Rangendo os dentes, Naiara sacou o celular. A raiva borbulhava em seu peito, e sua primeira intenção era ligar para Pedro e lhe dar um sermão daqueles.

Mas, após pensar um pouco, percebeu que apenas gritar não aliviaria a frustração. Ela guardou o aparelho.

Afonso segurou a mão dela com firmeza.

— Breno, ligue o carro.

Breno correu para dar a partida.

— Para onde vamos? — perguntou Naiara.

— Para um lugar onde você possa botar toda essa raiva para fora — respondeu Afonso.

Meia hora depois, o carro parou em frente à Mansão Nº 1.

A empregada veio abrir a porta e, ao ver que era Naiara, deu passagem imediatamente. Enquanto pegava os chinelos para ela, a mulher gritou em direção à sala de estar:

— Senhora! É a senhorita Naiara que chegou.

Como a data do julgamento estava se aproximando, Luciana vivia com o coração na mão, e naquele momento estava na sala, absorta em pensamentos. O grito da empregada a assustou. Mas, ao ouvir a palavra 'senhorita', seu coração em pânico pareceu encontrar um alívio momentâneo.

— Naiara, o que faz aqui de repente...

— Onde está o Pedro?! — interrompeu Naiara.

Com uma das mãos apoiando a lombar, o olhar de Naiara ardia com uma indignação reprimida.

Luciana ficou confusa e, instintivamente, apontou na direção do quarto do filho.

— Ele acabou de ir para o quarto.

Sem dizer mais nada, Naiara marchou até lá. Quando Luciana finalmente processou a cena, correu atrás dela.

Pedro estava no quarto jogando videogame. Quando a porta foi escancarada de repente, ele achou que fosse sua mãe entrando sem bater de novo, e já ia começar a gritar irritado. Mas, ao ver que era Naiara, travou.

E ao perceber a expressão sombria no rosto da irmã, todos os músculos do seu corpo enrijeceram.

Ele tinha medo da irmã. Mas tinha um pavor absoluto do cunhado que estava ao lado dela.

— Irmã... — Pedro deu um sorriso amarelo, forçando uma voz bajuladora.

Naiara olhou ao redor, procurando algo.

Afonso sabia perfeitamente o que ela queria e virou-se para Luciana: — Você costuma bater nele?

Na verdade, Pedro já imaginava o motivo, mas apegava-se à esperança de não ser descoberto e tentava negar.

Quando Naiara ergueu a mão para o segundo golpe, Pedro se esquivou. A régua cortou o ar.

O coração de Luciana apertou ao ver o filho apanhar. Ela fez menção de falar algo, mas ao deparar-se com o olhar fulminante e de aviso de Afonso, calou a boca imediatamente.

— Breno — chamou Afonso.

Breno, que até então estava apenas assistindo à cena, não precisou de mais explicações. Avançou rapidamente e imobilizou Pedro sem qualquer dificuldade.

O tom de Afonso, ao se dirigir a Naiara, tornou-se surpreendentemente gentil.

— Pode bater, mas não faça movimentos bruscos para não machucar o seu corpo. Se ficar cansada e ainda não tiver aliviado a raiva, eu assumo.

Em seguida, sua expressão endureceu e sua voz caiu algumas oitavas ao se voltar para o garoto.

— Se você se atrever a desviar mais uma vez, a punição será dobrada. E, da próxima vez, não será a sua irmã quem vai bater em você.

Pedro trincou os dentes, fechou os olhos e desistiu de fugir. Se o cunhado ou Breno resolvessem bater, ele sairia dali direto para o hospital. Era melhor deixar a irmã descontar a raiva.

E assim, Luciana teve que assistir, de mãos atadas, enquanto seu próprio filho apanhava sob a régua de Naiara, implorando repetidamente por misericórdia.

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