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Encontrei o Preservativo e Entendi que Era uma Terceira romance Capítulo 5

Patrícia não dormiu bem. Às cinco horas, antes do amanhecer, ela se levantou para fazer o café da manhã.

O arroz frito com carne de porco e ovo cozido era a refeição que ela mais gostava de preparar. Sua tia sempre fazia quando estava na casa dos tios.

A porta da frente fez barulho. A espátula na mão de Patrícia parou.

Lucas entrou na sala. Ao ouvir o barulho na cozinha, olhou naquela direção.

Com um tom tranquilo, ele comentou: — Que cheiro delicioso. Você está preparando o café da manhã?

Patrícia desviou o olhar.

Ele exalava o cheiro de desinfetante, e sua camisa branca estava toda amassada.

Patrícia não conseguia deixar de se perguntar como eles passaram a noite anterior.

O quarto individual era muito silencioso à noite. Quando ficava tão quieto que só se ouvia a respiração dos dois, o que eles estavam pensando? O que crescia na noite escura?

Ela pensou em várias cenas sem perceber, numa mão entrando por debaixo da roupa de hospital...

Sentiu um incômodo e balançou a cabeça para afastar aqueles pensamentos.

— Estou fazendo o café da manhã. Vou levar para o meu Tio Alberto no hospital. — Patrícia disse calmamente.

Lucas fez um som de assentimento e foi para o quarto. — Vou trocar de roupa primeiro.

Patrícia continuou a fritar o macarrão de arroz na panela.

Lucas entrou no quarto principal. O quarto estava perfeitamente limpo, a coberta esticada e os travesseiros alinhados. Parecia que ninguém havia dormido ali na noite anterior.

Ele abriu o guarda-roupa, procurando aquela gravata cinza-escura, mas não conseguiu achar. Patrícia sempre organizava tudo em casa, por isso ele nunca sabia onde ficavam seus pertences.

— Patrícia. — Ele a chamou da porta do quarto.

Patrícia limpou as mãos e se aproximou.

Antes de ele falar, ela caminhou em direção ao guarda-roupa, abriu a segunda gaveta da esquerda e, de forma precisa, puxou a gravata cinza-escura de uma pilha de gravatas enroladas, entregando-a a ele.

Lucas pegou a gravata e a amarrou em frente ao espelho.

Às vezes ele achava estranho. Patrícia parecia ler mentes, sem ele precisar falar, ela já sabia o que ele queria.

Talvez por isso, eles passaram a conversar cada vez menos. Tudo o que não era necessário ser dito foi economizado.

Ele lembrou de quando ela havia acabado de se casar. Ela falava bastante, dizia o que havia comprado de comida, falava sobre os gatinhos lá embaixo, sempre tagarelando e compartilhando pequenas coisas.

Mas ele achava irritante e a interrompia com frieza: — Não me conte essas bobagens, não tenho interesse em ouvir.

Agora ela não falava mais, estava silenciosa demais.

Lucas congelou por um instante. Ele proferiu aquela frase, mas ninguém estava ali para ouvi-la.

Ele franziu a testa.

Será que ela estava muito cansada por cuidar do tio ultimamente? O dinheiro que ele dava a ela todo mês não era o suficiente para contratar um cuidador?

Depois de comer, Lucas deixou a tigela e os hashis na mesa.

Levantou-se, deu dois passos e voltou.

Ele olhou para a louça vazia e parou por alguns segundos. Depois, arregaçou as mangas, pegou os pratos, foi até a cozinha, abriu a torneira e começou a lavar a louça.

...

Quando Patrícia chegou ao hospital, o sol tinha acabado de nascer.

Samuel vigiava a cama com olheiras escuras sob os olhos. Ao vê-la entrar, levantou-se e moveu os ombros rígidos.

Patrícia pediu para ele voltar para dormir e cuidar das coisas na fábrica, enquanto ela ajudava a cuidar do tio.

O ânimo de Alberto estava melhor que no dia anterior. Ele engoliu um pouco do mingau e sorriu para Patrícia.

Depois de lhe dar o mingau, Patrícia conferiu as horas, eram quase nove.

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