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Encontrei o Preservativo e Entendi que Era uma Terceira romance Capítulo 9

Patrícia estava encolhida no sofá do canto. Ela segurava uma taça de champanhe, mas não tinha dado nem um gole.

Observava as pessoas elegantes no salão, mas se sentia completamente deslocada naquele ambiente.

— Patrícia?

Uma voz familiar veio, Patrícia levantou a cabeça. Ficou surpresa por um momento e em seguida sorriu. — Veterano Lin?

Era Gabriel Duarte, veterano dela na faculdade, filho do dono de uma famosa farmacêutica local, que no momento trabalhava com pesquisas no laboratório de referência da Universidade Z. Na época, ela lavava as vidrarias e recebia os cuidados dele. Ele era alguém gentil e justo.

— Há quanto tempo, o que você faz aqui? — Ele se sentou ao lado dela.

— Vim acompanhar meu marido. — Patrícia respondeu com um tom leve.

Os dois falavam das novidades, Patrícia disse: — Veterano, estou entediada em casa, quero arrumar um trabalho, você tem alguma indicação?

Gabriel Duarte abaixou a cabeça e pensou. — Como não fez residência após a formatura, não consegue trabalhar como médica em hospitais. Ser representante de remédios não combina, você é muito reservada e não tem facilidade para socializar, então não se sairia bem nessa função. Mas talvez...

— Que tal vender reagentes? Você não passava os dias limpando vidrarias no laboratório para ajudar os colegas? Aqueles veteranos te conhecem, com certeza farão negócio com você.

Os olhos de Patrícia ganharam vida.

Realmente, na época que estudava na Universidade Z, ela era uma presença constante no laboratório na época da faculdade. Lavar vidrarias e tubos de ensaio, ela fazia qualquer trabalho. Ela tinha uma relação boa com todos os estudantes dos laboratórios, toda aquela rede de contatos existia mesmo.

— É, eu posso tentar. — Ela disse sorrindo, finalmente ganhando um brilho nos olhos.

Gabriel Duarte também riu. — Maravilha, no nosso laboratório vivemos comprando reagentes. Laboratórios em várias faculdades também precisam. Eu conheço muita gente, passe lá outro dia que eu te indico aos outros, não vai ter erro.

A postura dele era bem sincera, inclinando levemente seu corpo na direção de Patrícia ao falar.

Os olhos de Patrícia se iluminaram. — Mesmo? Muito obrigada, Veterano.

— Por que os bons modos? Você já lavou muitos tubos de ensaio para mim antes, não é problema nenhum.

Patrícia sorriu. Foi a primeira vez em toda a noite que ela deu um sorriso sincero.

Trabalhar?

Ela ficava bem como dona de casa, por que pensou em trabalhar do nada?

Ele lembrou da fala de que "ouvia falar dele faz tempo" e tentou entender o sentido. Não tinha intenção de dar explicações e resolveu ignorar o assunto. Não entendia por que ela de repente queria começar a trabalhar.

— Foi a pessoa de agora que mandou você ir trabalhar?

— Não, foi minha própria vontade. Ficar em casa é chato demais.

— Se é chato vá curtir com as socialites, jogar, fazer compras, passar o cartão. Você não consegue?

— Não é que eu não consiga, só não quero.

Patrícia desviou o olhar para longe. Lucas focou em seu rosto, com olhos cobertos de rancor.

— Patrícia, preciso de uma Sra. Henriques madura e virtuosa. — Lucas olhou para ela. — Não de uma pessoa imatura que vive buscando carinho a todo momento.

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