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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 369

Bernardo respirou fundo, tentando ao máximo acalmar o seu tom de voz.

Só então ele continuou falando:

— Eu não vou deixar que nada de ruim aconteça com você, e garanto que voltará a enxergar. Não precisa me pressionar dessa maneira. Quanto ao que vai acontecer com Cora, como você mesma disse, a justiça tomará as devidas providências.

Suas palavras foram diretas e muito claras.

Adelina, logicamente, entendeu o real significado por trás do aviso de Bernardo.

Ela se sentiu um pouco relutante.

Mas, sob aquelas circunstâncias, não teve coragem de dizer mais nada.

Ela estava, de fato, um pouco assustada com ele.

Num instante, a atmosfera dentro do quarto se tornou pesada e asfixiante.

Nenhum dos dois fez menção de quebrar o silêncio novamente.

Isso perdurou até Bernardo declarar rapidamente:

— Desculpe, acho que nós dois precisamos nos acalmar um pouco.

Sem nem dar tempo para Adelina retrucar.

Ele saiu caminhando para fora do quarto.

Adelina observou Bernardo ir embora, o olhar agora assumindo um tom sombrio e assustador.

Sem pensar duas vezes, ela atirou ao chão tudo o que estava ao seu alcance.

A assistente ouviu o barulho e correu para dentro imediatamente.

Ela adivinhou na hora o que havia ocorrido.

A assistente aconselhou:

— Sra. Botelho, por favor, mantenha a calma. Não há necessidade de entrar em conflito com o Sr. Pereira.

E acrescentou:

— Se houver atritos entre vocês, a única pessoa que se beneficiará com isso será Cora.

Ela explicou com firmeza:

— Além disso, o controle da situação está nas nossas mãos, e não nas do Sr. Pereira.

E sugeriu:

— A senhora pode processar Cora a qualquer momento. Ela já teve a bebê. Se o Sr. Pereira realmente quiser salvá-la, terá que aceitar o acordo e nos dar as córneas dela em troca.

A assistente concluiu:

— O Sr. Pereira saberá pesar os prós e os contras. A senhora não tem motivos para se preocupar.

Cada argumento da assistente era muito sensato.

Foi isso que permitiu que o desconforto e a raiva de Adelina fossem se dissipando aos poucos.

Tornando-a ainda mais equilibrada.

A assistente acrescentou em tom de cumplicidade:

— E sobre a criança, as informações que recebi indicam que ela não tem muito tempo. A situação é terrível. Ela pesa apenas um quilo e meio e todos os sistemas do seu corpo apresentam falhas.

A assistente arrematou friamente:

Bernardo agarrou rapidamente uma das enfermeiras que passava e perguntou exaltado:

— O que está acontecendo? Por que os médicos estão lá dentro? Qual é a situação dela?

As palavras saíam com rapidez, repletas de desespero.

Cada frase dita denunciava a sua aflição com Cora.

Embora talvez o próprio Bernardo não conseguisse perceber aquilo.

O seu tom ríspido deixou a enfermeira alarmada.

Mesmo assustada, ela explicou com calma:

— A incisão abdominal da Sra. Pereira não para de sangrar. Os médicos estão tentando suturar continuamente. Não podemos deixar isso continuar dessa maneira.

Fazendo uma pausa, a enfermeira acrescentou:

— Além disso, ela insiste em ver a bebê. Nós não temos autoridade para liberar as visitas, e isso fez com que o estado emocional da Sra. Pereira ficasse ainda mais agitado.

A enfermeira suspirou:

— Se ela continuar nesse ritmo, a Sra. Pereira não aguentará por muito tempo.

Sem conseguir conter a impotência, ela fez um sinal com a mão.

E se virou apressadamente para voltar à UTI.

Sem pensar duas vezes, Bernardo a seguiu.

E a enfermeira, naturalmente, não ousou impedi-lo.

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