— Sim. — Cora respondeu sem vacilar.
A atmosfera entre os dois continuava tensa, mas com uma calma sem precedentes.
— Certo, eu deixo você ir. — Bernardo levou um bom tempo para articular as palavras. — A partir de agora, não teremos mais nenhum vínculo.
— Está bem. — Cora assentiu.
No entanto, seu olhar para ele continuava plácido:
— Lembre-se de finalizar o processo de divórcio, não quero mais problemas no futuro.
Era um lembrete.
Concluir o processo e pegar a certidão de divórcio.
Só assim estariam definitivamente separados.
Se fosse possível, nem na próxima vida Cora iria querer qualquer envolvimento com Bernardo.
Quanto mais nesta.
Bernardo a encarou com o semblante pesado.
Seus olhos estavam vermelhos, segurando a emoção.
Contudo, ele deu uma resposta afirmativa:
— Pedirei para Wilson Sousa avisar você.
Cora murmurou uma confirmação fria e não disse mais nada.
Bernardo não se demorou no quarto, saindo sem olhar para trás.
O quarto de hospital ficou em absoluto silêncio.
Cora não conseguiu dormir.
Ela ouviu a movimentação lá fora e percebeu que os seguranças haviam sido retirados.
Isso significava que estava livre.
Menos de meia hora depois, Wilson Sousa apareceu no quarto.
— Sra. Pereira, desculpe incomodar. — Wilson continuava muito educado.
Cora apenas murmurou, sem dizer muito.
Wilson entregou-lhe um aparelho:
— Este é o seu celular. Como o anterior quebrou, providenciamos um novo, e o chip já está no lugar.
Isso também significava que Cora poderia voltar a se comunicar com o mundo exterior.
Não precisava mais ficar confinada àquele espaço minúsculo.

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