Em seguida, ele se levantou sem pressa, apagando com naturalidade o histórico de bate-papo entre ele e Cora até as mensagens iniciais.
Bernardo pegou suas roupas com um ar indiferente antes de caminhar na direção de Caio.
Caio balançava a cabeça, em um humor excelente.
Bernardo entregou-lhe as roupas, e o menino vestiu-se de forma obediente.
Aproveitando a deixa, Caio pegou o celular para conversar com Cora.
Bernardo manteve uma expressão indecifrável.
Evidentemente, quem havia respondido era Cora. Mas a conversa não durou muito, e Caio logo pareceu desanimado.
Ele ergueu o olhar para o pai:
— Papai, podemos ir para Luzia do Mar?
— Quando você estiver de férias. — respondeu Bernardo, com a voz grave.
— É sério? — Os olhos de Caio se encurvaram em um sorriso, de repente empolgado.
— Sim. — Bernardo manteve o tom sereno.
Satisfeito com a aprovação do pai, Caio não insistiu mais no assunto.
Bernardo aproveitou para mudar o foco da atenção do menino.
Naquele momento...
Cora olhava para a tela do WhatsApp. Quando a pergunta do menino pipocou na tela, ela ficou em silêncio.
Sua intuição dizia que algo estava errado.
Mas Caio era apenas uma criança; o que ele poderia saber?
Assim, após um breve instante de hesitação, ela decidiu não pensar demais.
Ela respondeu à pergunta do menino.
No entanto, assim que a mensagem foi enviada, Cora mergulhou em um silêncio absoluto.
A imagem de Bernardo vestindo uma camisa branca e calças sociais pretas ficou nítida em sua memória.
Houve um tempo em que era assim que ela mais gostava de vê-lo.
Provavelmente, desde o primeiro momento em que o vira, ela havia se apaixonado exatamente por aquela imagem.
Tudo o que aconteceu depois fez com que essas lembranças desbotassem cada vez mais.
Até o ponto em que só restou o ódio entre eles.
Não restava espaço algum para o amor.
Cora respirou fundo, recusando-se a deixar a mente vagar.
Ela se obrigou a suprimir todas as lembranças ligadas a Bernardo.
Mas os aplicativos em seu celular pareciam estar conspirando contra ela.
As notificações que saltavam à tela traziam diversas notícias sobre o divórcio entre Bernardo e Adelina Botelho.
Bernardo lia um livro ilustrado para Caio.
A ligação de Wilson Sousa interrompeu aquele momento entre pai e filho.
Caio não fez birra, acenando de forma adorável.
— Papai, pode atender, eu leio sozinho. — disse o menino.
Bernardo murmurou em concordância e se levantou calmamente.
Ao sair do quarto de Caio, o olhar de Bernardo escureceu.
Em seguida, atendeu a ligação:
— Já tem alguma resposta?
A voz de Wilson não tardou a ecoar do outro lado:
— Sr. Pereira, encontrei o médico que fez o parto de Helena naquela época, mas infelizmente chegamos tarde; ele já faleceu. Porém, o assistente dele, que havia se mudado para o exterior, retornou de forma discreta a Lagoa Cristalina há alguns dias. Eu o localizei. O senhor poderia vir até aqui? A situação talvez seja mais complicada do que imaginávamos.
A expressão de Bernardo mudou ainda mais:
— Estou a caminho.
Enquanto falava, ele pegou as chaves do carro e saiu imediatamente da casa.
Wilson continuou:
— Além disso, fizemos um teste de DNA na mulher que forneceu o Óvulo, e ela também não é a mãe biológica do jovem senhor. Não há nenhum vínculo genético entre eles. Os detalhes mais precisos o assistente terá que explicar pessoalmente ao senhor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....