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ENTRE O AMOR E O ÓDIO romance Capítulo 200

Na manhã seguinte, ao despertar, Nicole decide ignorar todas as instruções recebidas na noite anterior e inunda Alex com diversas ligações. Sem obter resposta, ela dispara uma série de mensagens, aguardando impacientemente por qualquer sinal dele. Quando Alex finalmente acorda, é recebido pelo olhar de Rebecca, sentada na beira da cama, segurando o celular dele com um leve sorriso.

— Bom dia, meu amor. — Diz, dando-lhe um suave beijo nos lábios.

— Bom dia, querida. — Responde, com um sorriso.

— Amei a foto. — Comenta, admirando o papel de parede, que captura um momento de ternura entre ela e os gêmeos durante o sono.

— Um momento tão bonito, é uma das minhas fotos preferidas. Você parece preocupada, o que aconteceu? — Indaga, sentando-se na cama, os olhos fixos nos dela, buscando entender suas emoções.

— Tem algumas mensagens para você. — Informa, estendendo o celular para ele. Alex, ao abrir as mensagens, tem sua expressão serena transformada em surpresa.

“É muito importante que estejamos juntos agora. Descobri informações perturbadoras sobre o Peter. Por favor, venha até aqui com urgência.”

“Alex, é de extrema importância. Peço, por favor, que atenda a minha chamada.”

“Estou aflita com o que descobri sobre o seu processo, meu amor. Preciso desesperadamente de você. Por favor, me responda.”

Alex desliza a mão pelos cabelos, o olhar ainda cravado no celular, atordoado diante da inesperada franqueza de Nicole em suas mensagens. Cada palavra parece reverberar no ar, como um apelo desesperado. Enquanto suas chamadas perdidas se acumulam.

— Vá ficar com ela, Alex. Por favor, encontre as provas que precisamos.

— Porra! — Resmunga, a voz impregnada de frustração, ao retornar a ligação para Nicole. — Bom dia, minha linda. — Diz ao ser atendido, puxando Rebecca para o seu colo com uma intensidade que denota a urgência do momento, enquanto acaricia com os dedos os cabelos dela. O coração de Alex pulsa descompassado, preparando-se para os desafios iminentes que aguardam.

— Alex, meu amor, onde você se meteu? — Questiona, a impaciência presente em cada palavra de sua voz.

— Estava em uma reunião. Lembra-se de eu ter dito que adiantaria todos os compromissos de hoje só para poder passar mais tempo contigo?

— Falta muito? Estou desesperada para falar contigo. Descobri informações sobre o Peter que mexeram comigo e preciso compartilhar contigo. Pode vir me ver, por favor? Estou desejando tanto você, precisando desesperadamente da tua presença.

— O que você descobriu? — Pergunta, a curiosidade estampada no rosto dele.

— Ele é amante da Rebecca. Todo esse tempo, estava me enganando.

Ao ouvir essas palavras, os olhos de Rebecca se fixam em Alex, revelando uma mistura de surpresa e descrença.

— Não me surpreende, afinal, ele era apaixonado por ela. Foi o primeiro amor dela, parece que eles foram feitos um para o outro. Livramo-nos de pessoas horríveis. — Afirma, acariciando suavemente a mão de Rebecca. — Posso ir mais tarde, tudo bem? Preciso organizar tudo antes do julgamento.

— Não demore, meu amor. Este será um dia incrível para nós e um verdadeiro recomeço para você. Eu te amo profundamente, mal posso esperar para viver cada momento ao teu lado.

— Estou ansioso demais. — Conclui e encerra a ligação, envolvendo Rebecca em um abraço. — Preciso resolver isso. Você ficará bem, meu amor?

— Sim, meu amor. Ficarei bem, não se preocupe. — Declara, esforçando-se para manter a serenidade.

— Vou resolver algumas pendências e à noite, estarei na casa dela. — Murmura, envolvendo Rebecca ainda mais em seu abraço.

— Pode me preparar mais um? — Pede, nitidamente nervosa.

— Pode tomar o meu. Parece que você está precisando mais do que eu.

— Alex, foi ele. Foi o Peter. Ele planejou tudo. Encontrei uma série de documentos com contatos de imitadores de vozes para reproduzirem a tua voz e homens procurados por estupros. Ele queria se vingar de você, punindo-a. — Informa, entre lágrimas e Alex a envolve em um abraço.

— Você tem todos esses documentos? — Indaga, sua voz carregada de estresse.

— Ele destruiu tudo, mas acredito que consigo recuperar até o dia do julgamento. Preciso que você me proteja, Alex. Ele disse que vai me matar. — Declara, chorando desesperadamente. — Eu te amo, Alex. Faça amor comigo. Estou livre para ser completamente sua. — Afirma, levantando-se e tirando seu vestido, ficando apenas de lingerie. Ela começa a sentir-se tonta e se joga nos braços dele. Alex a observa e percebe que ela já está sob o efeito das drogas. Ele administrou uma dose elevada de uma mistura de substâncias com a bebida, acelerando o início da ação das drogas em seu organismo.

— Nicole, você está bem? — Pergunta, para ter certeza de que ela está drogada o suficiente. Ela não responde. — Você não tem ideia do quanto eu te odeio. Se você morresse agora mesmo nos meus braços, eu não me importaria. — Afirma, jogando-a no sofá. O clima tenso atinge seu ápice, transformando a sala em um cenário sombrio.

Alex inspeciona meticulosamente o celular dela, que está sobre a mesa. Como previsto, não encontra nada de relevante. Explora cada centímetro da casa durante horas, enquanto ela permanece adormecida no sofá. Ao adentrar o escritório, revira tudo. Consumido pela frustração de não descobrir nada, nota o enorme quadro da sua formatura desalinhado. Aproxima-se com um sorriso, antecipando o que encontrará. Ao remover o quadro, depara-se com o cofre e uma expressão luminosa atravessa seu rosto ao perceber que o cofre abre com a digital.

Retorna à sala, erguendo-a no colo e conduzindo-a até o escritório. Vai testando os dedos dela até que o cofre se abre. Quando isso acontece, a solta no chão sem qualquer cuidado, como se fosse um saco de lixo. O corpo dela choca-se contra o chão e ela não esboça reação, embora certamente sentirá a dor do impacto no dia seguinte.

— Vamos desvendar o que você esconde aqui. — Murmura, examinando o conteúdo do cofre. Pega o celular, evitando tocar na arma presente. Diferentemente do cofre, o desbloqueio do celular é por senha. — Porra! — Exclama, sua irritação transbordando em palavras afiadas.

Alex examina os documentos do cofre, porém, nenhum deles desperta o seu interesse. Neste instante, sua única esperança recai sobre o celular, e ele reza mentalmente para que esse conteúdo seja suficiente para cortar os laços com ela. Levanta-a nos braços e a conduz até o que presume ser o quarto dela, atirando-a na cama com força. Apaga as luzes, deixando-a sozinha na escuridão.

Ao deixar a residência, Alex enfrenta os olhares desconfiados dos quatro homens. Ele decide então acionar sua arma mais poderosa naquele momento: o dinheiro. Suborna os homens com uma quantia considerável para fingirem que não viram nada. O silêncio da transação ecoa no ar, impregnado com a sensação de segredos sujos e alianças obscuras. O preço pago pela discrição é elevado, mas Alex compreende que, por enquanto, é o único caminho para manter seu próprio jogo de sombras intacto.

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