Nicole, ao adentrar sua casa, percorre a sala com uma elegância que destaca cada movimento, despojando-se do vestido sob o olhar atento do homem sentado no sofá, cujos olhos a seguem a cada passo pelo ambiente.
— Você está ciente de que detesto esperar, ainda mais quando garotas insolentes como você me desafiam. — Afirma o homem, erguendo-se e avançando até ela. — Onde você estava? — Indaga, observando-a de cima a baixo e segurando-a pelo queixo.
— Isso não é da sua conta. Pelo que eu saiba, você trabalha para mim e não o contrário. — Responde irritada, desferindo um tapa firme na mão dele. — Tire seus olhos de mim, homens como você não me atraem.
— Não se preocupe, pirralha. Garotas como você não fazem meu tipo. E, claro, sou muito bem-casado. — Responde, afastando-se com desdém e indo até o bar. — Não trabalho para você, trabalho para o seu pai, já que ele é quem detém o dinheiro. Tenho um império na sociedade e um legado ainda mais sombrio no submundo. Portanto, não tente jogar comigo. Estar aqui é apenas uma formalidade, mais um contrato milionário para resolver os problemas da princesinha mimada da família Curtis. Se deseja meus serviços, siga as minhas ordens. — Declara, levando o copo de uísque aos lábios.
— Farei o que você mandar, Sr. Reynold. — Responde, com um tom desdenhoso, sentando-se com graciosidade e cruzando as pernas, encarando-o intensamente.
— As coisas não podem ser óbvias e você sabe disso. Nos próximos dias, afaste-se da tua obsessão. Fique reclusa durante toda a próxima semana. Na sexta-feira, após uma semana de julgamento, ligue para a polícia, assumindo a tua personalidade dissimulada e relate o cárcere privado e a agressão sofrida nas mãos do teu marido. Informe que, para se defender, atirou nele com a própria arma dele. Permita-me dizer que estou ansioso por essa noite, mal posso esperar para socar a tua cara debochada. — Vocifera, observando o sorriso sarcástico dela com uma mistura de desdém e indiferença.
— Sr. Reynold, talvez todo esse ódio que você nutre por mim seja apenas desejo reprimido. Sua esposa não está te proporcionando prazer suficiente? Você não é o meu tipo, mas, se quiser, posso te dar uma pequena ajuda. — Provoca, alcançando-lhe um olhar sugestivo.
— Sinceramente, eu não suporto você. Gosto apenas do dinheiro que você me proporciona. Mas isso não vem ao caso. Preste atenção na porra do plano.
— Você já repetiu isso mil vezes. Devo ficar em casa, simulando ser torturada pelo meu adorável marido. Na sexta-feira da próxima semana, devo matá-lo, encenar uma cena para a polícia. Entregar as provas aos detetives para salvar o meu amor. Eles encontrarão os corpos da tal Adélia e da adorável Rebecca no apartamento registrado em nome do Peter. Alegarei que ele era obcecado pela Rebecca, encontrou uma substituta e as matou após estuprá-las várias e várias vezes. Não é isso, Sr. Reynold?
— Exatamente. Não quero erros. Mantenha-se dentro desta maldita casa, entendeu? — Questiona, a raiva evidente em seu olhar.
— Já tinha entendido. Parece que sua presença aqui é apenas para me observar. — Afirma, colocando a perna no sofá, deixando-a suficientemente aberta. Começa a acariciar sua intimidade por cima da calcinha, provocando-o.
— Você é uma garota de fraldas. Tenho zero desejos por você. Pode ficar nua na minha frente que meu pau ainda não se animará por você. — Declara, dirigindo-se até a porta. — Não me cause problemas, sábado estarei aqui com os teus pais. — Conclui, saindo da casa e deixando-a sozinha, com a atmosfera carregada pelo jogo perigoso entre os dois.
— Homenzinho idiota, no final disso, terei o prazer de atirar na tua cabeça. — Resmunga, dirigindo-se ao seu quarto.
Rebecca, após o jantar, encaminha-se para a mansão, onde tem compartilhado todas as noites com Alex. Ao entrar na sala de estar, depara-se com ele sentado, completamente imerso na leitura de um livro. Um sorriso travesso ilumina seu rosto enquanto ela se aproxima, recebendo o olhar envolvente dele. Senta-se em seu colo, beijando-o com paixão.
— Você fica ainda mais irresistível quando está concentrado. — Sussurra, sua voz carregada de desejo.
— Finalmente chegou, senhorita.
— Tivemos uma noite intensa, um cavalheiro nos trouxe alguns contratempos.
— Se quiser, eu cuido dele. — Brinca Alex e um sorriso cúmplice se desenha nos lábios dela.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENTRE O AMOR E O ÓDIO
Por que está sendo cobrado pra liberar capítulos? Pois no booktrk diz que a leitura é gratuita....
Também estou amando esse romance estou lendo ele no taplivros estou no capítulo 135, pensei que iria encontrar todos os capítulos disponíveis aqui....
Obrigada pela leitura,quero muito saber como termina e o que acontece com aquela megera de amiga e a maluca da Nicole....
Gratidão pela leitura .... por favor mais capítulos...
Quando vai ter a continuação do livro? Ou termina aqui ?...