No estacionamento, Alex percorre de um lado para o outro diante de seu carro, com o celular pressionado contra a orelha, aguardando ser atendido. Ao cair mais uma vez na caixa postal, ele libera sua frustração chutando o pneu do carro com raiva antes de realizar outra ligação.
— Sr. Baker, eu estava prestes a ligar para você. — Afirma Jackson ao atender. — Lamento profundamente, acabei de ser notificado do que aconteceu.
Ao ouvir essas palavras, todas as esperanças de Alex se dissipam. Confirmar que seus filhos estão realmente nas mãos de Nicole o faz fechar os olhos e se apoiar no carro, incapaz de organizar seus pensamentos. Lágrimas escorrem de seus olhos, o medo o dominando, principalmente por não saber o que esperar e como agir.
— O que aconteceu com a Samantha e o André? — Indaga, a voz embargada pela aflição.
— Eles estavam amarrados, nossos homens estão cuidando deles. Tivemos três baixas. — Informa o homem com pesar. — Ela já entrou em contato com você?
— Recebi apenas uma mensagem. — Responde, virando-se ao sentir uma mão tocar seu ombro e deparando-se com os quatro homens. — Sr. Jackson, o que devo fazer agora? — Pergunta, o medo arrastando-o para um precipício. A incerteza o consome e a angústia se reflete em seu olhar.
— Se ela mandou uma mensagem, tenha certeza de que em breve alguém entrará em contato para negociar. Sugiro que aguardemos antes de recorrer à polícia, enquanto isso, montaremos nossa equipe de resgate.
— Certo, ordene ao Douglas que monitore minhas chamadas, assim, vocês ficarão por dentro de tudo. Sr. Jackson, cuide de cada detalhe em Nova York. É crucial que Rebecca permaneça na escuridão sobre o que está acontecendo. — Finaliza, encerrando a ligação, enquanto os olhares confusos de seus amigos se fixaram nele.
— Alex, o que está acontecendo? — Indaga Leandro, observando as mãos de Alex tremerem.
— Não é da conta de vocês. Por que diabos estão aqui? — Responde, suas emoções o esmagando como uma avalanche de angústia.
— Claro que é da nossa conta, especialmente quando você menciona a Rebecca. O que diabos está acontecendo em Nova York? — Indaga Ryan com uma firmeza cortante em sua voz.
— Mas que porra, Ryan, para de ser estúpido. Vocês sabem muito bem o que tem em Nova York, pelo menos antes, porque agora eu não faço ideia de onde eles estão. — Declara, lágrimas escorrendo em um rastro de desespero. A incerteza o desmonta, e o medo o consome. — Eles estão com os meus filhos, conseguem entender? — Pergunta e a expressão de surpresa se instala nos rostos dos homens. — Eu disse que nunca faria mal à Rebecca, nunca. Você é tão culpado quanto aquela psicopata, Ryan, porque interferiu nas nossas vidas ao esconder uma informação tão vital. — Vocifera, a raiva consumindo-o.
— Alex, qu… — A voz de Saulo é abruptamente silenciada pelo toque do celular de Alex. Ao ver o número privado, suas mãos trêmulas atendem no viva-voz.
— Alex Shaw Baker, meu querido genro. — Murmura a voz grave de Ronald, ao ser atendido. — Eu não vou te perdoar, pelo que fez com a minha princesa. Tudo que ela fez foi te amar e foi assim que você retribuiu? Lidaremos como homens com isso. Você não teve piedade com a minha filha, não terei com os seus filhos. Venha me encontrar no Píer de Long Wharf. Talvez você consiga salvá-los. Acho que deixarei a pequena Olga virar uma mocinha, para me divertir com ela todos os dias, pelo que você fez com a minha filhinha. Venha sozinho se quiser ter uma chance.
— Não se atreva a machucá-los. — Adverte Alex, raiva e medo entrelaçando-se devastadoramente em sua voz.
— Você não pode me ameaçar, jovem. Você não faz ideia com quem está mexendo. Não amplie a minha ira. — Declara o homem, encerrando a ligação com uma ameaça iminente.
Abalado, Alex deixa seu corpo escorregar pelo carro até atingir o chão. Com as mãos na cabeça, lágrimas escorrem incessantemente por seu rosto, ecoando a dor profunda de um coração dilacerado.
— Porra! — Grita, erguendo-se abruptamente, sentindo a urgência de reagir. — Não permitam que Rebecca saia daqui. — Ordena, adentrando o carro e partindo em alta velocidade, deixando os homens observando, ainda atônitos.
Enquanto isso, as pernas de Rebecca tremem conforme ela atravessa a cozinha do local, recebendo olhares curiosos de todos. Sua expressão assustada e o medo evidente em seu olhar. Ao alcançar a saída, ela sai apressada e avista um carro preto estacionado fora do terreno do clube. Ao entrar, depara-se com o sorriso maldoso de Peter, uma sombra sinistra projetando-se à medida que a situação se desenrola, como se estivesse prestes a mergulhar em um abismo de pesadelos do qual não poderá escapar.
— Por favor, diga que eles estão bem. — Suplica entre lágrimas.
— Por enquanto, mas conhecendo Nicole, é bem provável que alguém morra esta noite e com certeza não serei eu. — Responde Peter, soltando uma gargalhada maligna que ressoa como um eco do próprio inferno. As palavras ecoam, causando arrepios e instigando um medo profundo em todo o corpo de Rebecca, que reza baixinho enquanto o carro se movimenta.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENTRE O AMOR E O ÓDIO
Por que está sendo cobrado pra liberar capítulos? Pois no booktrk diz que a leitura é gratuita....
Também estou amando esse romance estou lendo ele no taplivros estou no capítulo 135, pensei que iria encontrar todos os capítulos disponíveis aqui....
Obrigada pela leitura,quero muito saber como termina e o que acontece com aquela megera de amiga e a maluca da Nicole....
Gratidão pela leitura .... por favor mais capítulos...
Quando vai ter a continuação do livro? Ou termina aqui ?...