Ao estacionar em Long Wharf, o coração de Alex bate em um ritmo descompassado. Cada passo pelo calçadão em direção ao píer é uma marcha para o desconhecido, amplificando a tensão que envolve a cena. À frente, dois homens impassíveis sinalizam a iminência de um confronto. Mais adiante, próximo às majestosas embarcações, um homem está ao lado de Nicole e uma mulher segura com firmeza as mãozinhas inocentes de seus filhos.
A raiva fermenta dentro de Alex, enquanto ele avança, os gritos angustiantes de seus filhos se tornando um eco doloroso. Ronald, a personificação da fúria, avança sem piedade. Sem tempo para palavras, dois socos brutais atingem o rosto de Alex, projetando-o ao solo. Em uma explosão de fúria, Ronald desfere uma torrente de chutes violentos, como se cada golpe fosse uma vingança acumulada ao longo do tempo.
— Papai, não, por favor! — Clama Nicole, correndo até eles. — Não o machuque! — Implora, ajoelhando-se ao lado de Alex.
— Senhor, por favor, poupe meus filhos. — Implora Alex, enquanto limpa o sangue dos lábios com as mãos trêmulas. — Estou disposto a fazer qualquer coisa que o senhor desejar, mas rogo que não lhes cause mal.
— Você não terá essa sorte, jovem. Hoje será o pior dia da sua vida e seria um favor se eu decidisse apenas matá-lo. Você ama seus filhos, certo? Eu também amo minha filha e você a feriu. Não merece minha compaixão. Seu aniversário é apenas no próximo mês, mas que tal anteciparmos o presente? — Indaga, um sorriso sarcástico pairando em seus lábios. — Peter, traga o presente. — Grita, sua voz rouca ecoando e dominando o ambiente.
A porta do carro se abre com violência e Peter emerge, arrastando Rebecca consigo. Ele percorre o calçadão, segurando Rebecca à força e apontando uma arma para ela. Ao presenciar isso, Alex fecha os olhos, sentindo o desespero aumentar.
Rebecca, ao perceber seus filhos sendo segurados por uma desconhecida, age impulsivamente. Empurra Peter com determinação e corre até eles, ajoelhando-se à frente das crianças e abraçando-as, ignorando os perigos iminentes, lágrimas de desespero escorrendo por seu rosto.
— Mamãe. — Soluça Olga, acentuando o desespero de Rebecca.
— Vagabunda. — Rosna Peter, aproximando-se e arrastando-a pelos cabelos até a ponta do píer.
— Tire suas mãos dela. — Grita Alex, recebendo um tapa violento no rosto de Nicole.
— Não se atreva a defender essa mulher na minha frente, eu mato você. — Ameaça, erguendo-se e avançando até o lado de Rebecca. — Você parece assustada, bonequinha. Peter, por que não conta para ela sobre a falecida Adélia? — Provoca, com uma risada sinistra. — Acho que o Peter nunca te esqueceu, ele se envolveu com uma mulher muito parecida com você. — Declara, apertando com brutalidade as bochechas de Rebecca, deixando marcas vermelhas em sua pele.
— O que vocês querem? — Indaga Alex, levantando-se, observando a cena com olhos inquietos.
— Ver você sofrer, Alex, é isso que eu quero. — Afirma, com seu olhar ainda fixo em Rebecca. Ela retira delicadamente do meio dos seios um pequeno canivete. — Será que as bonecas sangram? — Questiona, com a maldade brilhando em seu olhar.
— Nicole, não faça isso na frente deles, por favor. — Suplica Rebecca, lágrimas escorrendo por seu rosto.
— Cala a boca, você é o motivo da minha infelicidade. — Grita, cravando com fúria o canivete no ombro de Rebecca.
— Aiii. — O grito de Rebecca ecoa, uma expressão de dor e desespero estampada em seu rosto.
— Não, Nicole, por favor, não a machuque. — Suplica Alex, desesperado, correndo na direção delas. — Não faça isso.
Ronald se interpõe, desferindo outro soco no rosto de Alex, derrubando-o e em seguida o chuta. Com fúria, ele arrasta Alex para longe das mulheres, abaixa-se e agarra-o pelo queixo, apontando a arma na cabeça dele, obrigando-o a testemunhar impotente enquanto Nicole tortura Rebecca com o pequeno canivete.
Nicole, com olhos selvagens, desfere golpes cortantes pelos braços de Rebecca, que chora lágrimas silenciosas, esforçando-se para conter seus gritos de dor, a fim de não assustar os filhos. Não suportando mais as lâminas perfurantes em seus braços, Rebecca desaba de joelhos aos pés de Nicole, que solta uma gargalhada maléfica, intensificando o ambiente de terror que envolve a cena.
— O que preciso fazer para vocês os deixarem ir? — Questiona Alex, ajoelhando-se. — Por favor, senhor, eu farei qualquer coisa que desejarem, apenas os deixem partir. — Implora, com as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Os choros de Rebecca e seus filhos ecoam dolorosamente em seus ouvidos e a impotência daquele momento o esmaga.
— Meu amor, como pode fazer isso comigo? — Questiona Nicole, virando-se para ele. — Foi ela que te convenceu, não foi? — Ela vira-se para Rebecca, que permanece de joelhos, desferindo três chutes e golpeando várias vezes o rosto dela, descarregando sua raiva na mulher que ela tanto odeia. — Isso é tudo culpa sua, vadia desprezível. — Grita, chutando-a novamente, a ferocidade de sua fúria ressoando no ar.
— Por favor, Nicole, por favor, não a machuque. Ela não sabia de nada, deixe-a ir. Farei qualquer coisa que você quiser, por favor, deixe-a ir. — Implora Alex desesperado, vendo o sofrimento da mulher que ele ama.
— Me dê a arma, papai. — Pede, ao se aproximar do pai com determinação.
— Deixe que eu cuide de tudo, filhinha. — Responde, com uma expressão séria.
— Entregue-me a maldita arma, papai! — Grita, estendendo a mão na direção dele.
— Como preferir, meu amor. Aqui está. — Conclui, entregando a arma para ela.
— Sente-se agora. — Ordena, apontando a arma para Alex, que obedece. Com suavidade, ela se aninha no colo dele, envolvendo suas pernas ao redor da sua cintura. — Eu te amo, Alex. Por que fez isso conosco? — Questiona, tentando beijá-lo, mas ele vira o rosto. Com uma expressão de raiva, ela desfere um tapa em seu rosto e aponta a arma para sua cabeça. — Beije-me, Alex. Hoje você aprenderá a me amar. — Vocifera, com a raiva consumindo-a e Alex fecha os olhos, cedendo a um beijo seco e desprovido de sentimentos. — Faça melhor, Alex. Beije-me com paixão. Faça-me sentir que você me ama. Beije-me. — Manda, unindo seus lábios aos dele, em um beijo mais envolvente, onde as emoções parecem fluir livremente. — Muito melhor, meu amor. Seremos felizes, Alex. Nascemos um para o outro. Você perceberá que me ama, só está confuso, culpa dessa mulher que está sempre entre nós. — Sussurra ofegante, com um sorriso satisfeito.
— Tudo bem, Nicole, você tem razão. Vou te amar, eu prometo. Deixe-os ir, por favor. — Alex tenta acalmar a situação, buscando uma saída menos desastrosa.
— Não, não será fácil assim. — Responde, dando-lhe mais um beijo, sua boca capturando a urgência do momento. — Diga para o meu pai que foi você quem passou a noite comigo e não aqueles homens. Você os pagou para me tocarem, Alex? — Questiona, com as lágrimas escorrendo, a intensidade do olhar buscando respostas.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENTRE O AMOR E O ÓDIO
Por que está sendo cobrado pra liberar capítulos? Pois no booktrk diz que a leitura é gratuita....
Também estou amando esse romance estou lendo ele no taplivros estou no capítulo 135, pensei que iria encontrar todos os capítulos disponíveis aqui....
Obrigada pela leitura,quero muito saber como termina e o que acontece com aquela megera de amiga e a maluca da Nicole....
Gratidão pela leitura .... por favor mais capítulos...
Quando vai ter a continuação do livro? Ou termina aqui ?...