Ao chegarem à casa da família Shaw, foram encaminhados para a sala de estar, onde todos estavam reunidos. Após as saudações, sentaram-se lado a lado, enquanto os gêmeos se dirigiam para brincar com James.
— Como estão as coisas, filho? — Pergunta Luiz, quebrando o silêncio.
— Elas estão ótimas. Enfim, conseguimos retornar à normalidade de nossas vidas. — Responde Alex, observando Rebecca e acariciando suavemente a mão dela.
— Essas crianças são encantadoras. — Afirma Christian, contemplando os netos.
— São simplesmente perfeitos. Estamos até cogitando proporcionar mais um netinho para vocês, pai. — Informa Bryan, recebendo olhares intrigados de todos.
— A próxima geração será ainda mais numerosa do que a de vocês. Parece que vocês não têm planos de parar de aumentar a família. — Brinca Amanda, provocando risos generalizados.
— E olha que tem uns casais que nem começaram ainda. — Completa Penélope, com admiração.
— E vocês pretendem ter mais filhos? — Pergunta Christian. Alex e Rebecca trocam olhares, mergulhando em pensamentos silenciosos por alguns minutos.
— Provavelmente não. As duas gestações de Rebecca foram desafiadoras. Não pretendo fazê-la passar por isso novamente. — Responde Alex, olhando-a ternamente nos olhos. Ela deita a cabeça no ombro dele.
— Talvez eu queira mais um, no futuro. — Sussurra Rebecca, vislumbrando a ideia de ter mais um filho.
— Não precisamos, querida. Já somos uma família completa. E Deus nos livre de ter outra mini versão minha! Eu não aguentaria, aquele menino já está me enlouquecendo. — Declara, provocando risos de todos.
— Deixe-me te contar, filho, que quando ele virar adulto, será ainda pior. — Informa Ana, em tom de brincadeira.
— Não, eu vou corrigir. Aquela versão será melhor que a minha, muito melhor. — Responde, com bom humor.
— Esses dois são incríveis. Nicolas é outra criança com Alex, ele até pede desculpas agora. Quando Alex estava no hospital, sempre que Nicolas causava um problema, me vinha à mente a imagem de Alex, porque eu nunca conseguia fazê-lo se desculpar. São tão parecidos.
— Deixe disso, querida. Você sempre me fazia pedir desculpas por tudo. Lembra do primeiro café com a minha família? Claro que você sempre me recompensa depois. — Afirma, provocando bochechas coradas em Rebecca, que cobre o rosto com as mãos, desviando-se dos olhares e risadas de todos.
— Alex, por favor, venha aqui agora. — Ordena, levantando-se e deixando a sala.
— Com licença, parece que vou precisar criar um pedido de desculpas para todos vocês pelo meu mau comportamento. — Conclui, erguendo-se e seguindo atrás de Rebecca.
— Você enlouqueceu? Como você solta essas palavras para eles, meu Deus!
— Eu não disse nada de mais, por que está tão estressada?
— Nada demais? Você vive soltando comentários de duplo sentido.
— Acredito que você anda com uma mente maliciosa, querida.
— Claro, a maliciosa aqui sou eu. Você não é nada pervertido, não é?
— Querida, a culpa é tua, olha para você. Como resistirei? E mais uma coisa, todos sabem que temos uma vida íntima. Ou será que a cegonha trouxe nossos filhos?
— Alex, por favor, pare com isso, não faça piadas. — Ordena, segurando o riso. — Deixe de me envergonhar. Vá lá e peça desculpas a eles.
— Não vou pedir desculpas, senhorita.
— Você precisa respeitar os mais velhos. Pelo amor de Deus, Alex, tenha modos.
— Se eu pedir desculpas, já sabe o que vai acontecer depois.
— Alex, por favor, não me deixe enlouquecida e nem me desagrade, tudo bem? Vá até lá, peça desculpas e se comporte.
— Certo, senhorita, como preferir. Vamos lá. — Concorda, segurando delicadamente a mão dela, enquanto retornam para a sala de estar. — Senhores e senhoras, gostaria sinceramente de me desculpar pelo meu comportamento inadequado.
— Papai, estou com sono. — Balbucia Nicolas, aproximando-se.
— Está na hora da soneca deles, meu amor. — Afirma Rebecca, ao verificar o horário.
— Eu sei. — Responde, pegando carinhosamente Nicolas no colo.
Alex posiciona cuidadosamente o filho em seus braços, começando a acariciar suavemente o cabelo do menino. Seu olhar permanece fixo nos olhos do filho, enquanto todos observam a cena com uma expressão de surpresa, como se fosse algo inesperado para qualquer um dos presentes.
— Quem diria que eu veria o Sr. Baker numa cena tão adorável como essa. — Brinca Sophia. Alex responde com um leve sorriso, ainda mergulhado no momento com seu filho.
— Sophia, estive conversando com tua mãe esses dias. O Caio realmente se mudou para o Brasil? — Indaga Ana, com curiosidade.
— Sim, meu irmão conheceu uma brasileira, se apaixonou e se mudou para o Brasil com ela. Segundo ele, estão apenas passando um tempo, mas já faz dois anos que estão nesse tempo. — Responde, esclarecendo as dúvidas de Ana.
— Mãe, eu vou colocá-la no quarto com o Nicolas. — Informa Alex, levantando-se e dirigindo-se ao quarto.
Os adultos continuam a conversa animada por boa parte da tarde, enquanto as crianças dormem tranquilamente.
— Convido todos à sala de jantar, o café já está servido. — Orienta Ana, liderando o caminho enquanto os adultos a acompanham.
— Rebecca, por gentileza, acorde nossos filhos para o café.
— Deixe-os descansar um pouco mais, Alex — Sugere, com um tom suave.
— Sob nenhuma circunstância, Rebecca. Por favor, vá e traga-os. Eles necessitam de rotina, não devem herdar minhas peculiaridades nem a sua tendência à preguiça. — Afirma, observando a expressão irritada dela.
— Você é um chato. Às vezes esqueço desse teu lado mandão. — Resmunga, saindo da sala para acordar os filhos.
— Rebecca, seria possível os gêmeos passarem a noite aqui em casa? — Questiona Ana, ao notar Rebecca retornando com os filhos, ainda sonolentos.
— Eu não gostaria de causar nenhum transtorno para vocês. Não trouxemos nada para os gêmeos passarem a noite.
— Não será um problema. Luiz e eu podemos levá-los ao shopping e providenciar o necessário.
— Acho uma excelente ideia. Querida, já que me forçou a pedir desculpas, que tal transformar o jantar que preparará em uma compensação para mim? Considerando que você tem uma tendência a ser um pouco barulhenta, acho que seria mais sensato não termos as crianças em casa. — Afirma com um sorriso malicioso, enquanto Rebecca tosse com a água que estava tomando.
— Meu Deus, Alex! Você está sempre me envergonhando. — Reclama, secando os lábios no guardanapo. — O que vou fazer contigo?
— Como já disse, apenas continue me amando.
A sala de jantar se envolve em um clima aconchegante durante o café, com risadas animadas preenchendo o ambiente. Conversas descontraídas entre os adultos criam uma atmosfera leve e agradável. No final da tarde, à medida que os adultos começam a se despedir para retornar às suas casas, Rebecca, mesmo com alguma hesitação, concorda em deixar os gêmeos aos cuidados dos avós.
Os sentimentos de Rebecca ainda são influenciados pela complexidade da relação que desenvolveu com Ana enquanto Alex estava em coma, e elas ainda não conseguiram recuperar a antiga amizade que costumavam ter. Após uma série de cuidadosas recomendações por parte de Alex e uma despedida dos filhos, o casal se retira de mãos dadas, prontos para voltarem para casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENTRE O AMOR E O ÓDIO
Por que está sendo cobrado pra liberar capítulos? Pois no booktrk diz que a leitura é gratuita....
Também estou amando esse romance estou lendo ele no taplivros estou no capítulo 135, pensei que iria encontrar todos os capítulos disponíveis aqui....
Obrigada pela leitura,quero muito saber como termina e o que acontece com aquela megera de amiga e a maluca da Nicole....
Gratidão pela leitura .... por favor mais capítulos...
Quando vai ter a continuação do livro? Ou termina aqui ?...