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ENTRE O AMOR E O ÓDIO romance Capítulo 223

Ao deixarem a residência dos Shaw, Alex guia Rebecca até um supermercado. Durante todo o trajeto, ela mantém um silêncio reflexivo, enquanto ele a observa atentamente nos sinais de trânsito.

— Por que estamos aqui, Alex? — Indaga ela, quando ele estaciona.

— Precisamos adquirir os ingredientes necessários para que você prepare uma refeição para nós dois.

— Perdi o interesse, não vou mais cozinhar.

— Com certeza irá, você me deve. — Afirma, saindo do carro e abrindo a porta para ela.

— Não vejo a necessidade de estarmos aqui, temos tudo que precisamos em casa. — Resmunga, caminhando à frente dele.

— Rebecca, recorda-se da primeira vez que preparou algo para mim?

— Lembro, Alex, você apreciou. Mas agora insiste em dizer que sou um desastre.

— Querida, você é um desastre. Adorei a sua refeição, pela sua boa vontade em fazer em um momento especial. Contudo, não podemos chamar aquilo de gostoso, sem mencionar a bagunça que você causou e para piorar, me obrigou a arrumar tudo depois. — Conclui, arrancando risadas dela.

— Alex, eu quero ter outro filho. — Declara, fixando intensamente o olhar na expressão dele.

— Rebecca, eu amo aqueles dois mais que qualquer coisa na minha vida, vocês são tudo para mim. Mas as tuas gestações foram difíceis. Não quero te ver passar por isso, foram traumas grandes demais para nós, principalmente para você. — Afirma, percebendo-a ficar em silêncio enquanto coloca os ingredientes no carrinho.

Durante toda a compra, uma atmosfera carregada de emoções preenche o ar e para Alex, fica evidente o quanto ela está mal-humorada. Ao pagarem as compras, eles retornam para o carro.

— Permita-me dirigir, Alex. — Pede, estendendo a mão para ele.

— Claro, querida. — Responde, entregando a chave para ela.

— Alex, podemos fazer tudo certo dessa vez. Passamos por consultas para garantir que meu corpo esteja preparado, faremos terapia, tudo para garantir a máxima segurança, mas não descarte essa possibilidade assim tão rapidamente. A vida nos negou por duas vezes a oportunidade de fazermos isso junto, acredito que ela nos deve essa chance.

— Rebecca, eu sei, mas não precisamos de uma compensação por isso. Estou feliz com o que temos, e você?

— Eu estou, Alex, mas não é uma compensação. Eu realmente desejo ter mais um filho, por favor, não negue isso para mim.

— Rebecca, pensaremos sobre no futuro, já que é importante para você. Mas devo te avisar, não permitirei que isso aconteça se houver qualquer risco para você. — Conclui, encerrando o assunto enquanto ela se concentra no trânsito. — Querida, por favor, não fique triste.

— Tudo bem, Alex Shaw. — Responde, mal-humorada.

— Se persistir em me chamar assim, passaremos a noite acordados. Já podemos começar a praticar para a chegada de um futuro filho na família.

— Cale a boca, Alex. Não me faça parar esse carro e fazer você descer.

— Quero ver você tentar, minha adorável esposa.

— Como ousa? — Questiona, freando no meio do trânsito. — Desce agora, eu não sou sua esposa. Foram anos sendo enrolada, e ainda fica zombando de mim. — Reclama, irritada, enquanto os carros atrás dela buzinam impacientes.

— Rebecca, voltamos ao passado? Vá agora, meu Deus. O que deu em você?

— Desce, Alex, desce agora.

— Se eu descer, vou pegar carona com a senhorita mais bonita que eu encontrar. — Afirma, encarando o olhar furioso dela.

— Você que sabe. — Responde com desdém, retomando a direção, mas dessa vez em alta velocidade.

— Rebecca, o que está acontecendo contigo hoje? Diminui a velocidade, agora. — Ordena, mas ela o ignora completamente. — Pare o carro, estou mandando, Rebecca. — Repete, mas ela continua a ignorá-lo. — Pare o carro agora, porra. — Insiste, elevando o tom de voz.

Finalmente, Rebecca freia bruscamente, jogando ambos para frente. Alex suspira visivelmente irritado, pega a chave de ignição e sai do carro, fechando a porta com força. Fora do veículo, ele caminha de um lado para o outro enquanto Rebecca o observa de dentro do carro. Alex se aproxima da porta do motorista, a abre, retira o cinto dela e a puxa para fora do carro, batendo a porta e pressionando-a contra o veículo.

— Ficou com medo, Sr. Shaw? Esqueceu das minhas habilidades ao volante? — Provoca, exibindo um sorriso sarcástico.

— Qual é o seu problema? Você não é mais uma adolescente, não é mais aquela garota de dezoito anos. Temos dois filhos, Rebecca. O que aconteceria se você nos matasse por agir imprudentemente? E você ainda quer outro filho? Não seja ridícula. — Responde, sua raiva evidente.

— Então, é assim que você reaparece, apenas se escondendo, não é? Bem-vindo de volta, seu idiota.

— Rebecca, você já está grávida? É por isso que está assim? — Pergunta, tentando conter sua raiva, e ela começa a rir. — Sério, Rebecca, está? Você está grávida?

Alex a estimula com os dedos, provocando gemidos suaves que reverberam no banheiro. Ao afastar suas pernas, esculpe uma elevação provocante em sua bunda e a penetra com desejo, seus dedos se enrolando nos fios dos seus cabelos. Os gemidos se transformam em uma harmonia intensa de prazer, acompanhados pelo ritmo pesado da respiração a cada investida, seus corpos se entrelaçam em um êxtase crescente. Segurando-a com firmeza pelo quadril, ele a penetra com intensidade, desencadeando ondas de prazer que os envolvem, enquanto trocam beijos impregnados de desejo e luxúria. No clímax, ambos se entregam a satisfação do ápice. Alex deposita beijos em sua nuca e repousa a cabeça em seu ombro, compartilhando o momento enquanto recobram o fôlego.

— Eu disse que seria rápido. — Sussurra, ofegante, focalizando no banho.

Ao concluir seu banho, ele a deixa na intimidade do banheiro, retornando à cozinha. Quando ela emerge, avista seu vestido na cama, o veste e sai do quarto, encontrando-o na sala de jantar, onde a mesa está meticulosamente posta, aguardando-a com uma paciência, antecipando uma continuação tão intensa quanto o momento recentemente compartilhado.

Durante o jantar, seus olhares se entrelaçam, carregados de desejo, enquanto compartilham sorrisos cúmplices, mergulhando na atmosfera provocativa da refeição. Ao concluírem, Rebecca levanta-se, exibindo um sorriso satisfeito.

— Lave a louça, querido — Ordena, dirigindo-se à porta. Contudo, ele segura sua mão com firmeza.

— Porra nenhuma que vou lavar. — Responde, empurrando tudo para o chão e a conduzindo a sentar-se na mesa. — Você me enlouquece, Rebecca. — Murmura, puxando-a para a ponta da mesa e erguendo o tecido do vestido dela.

Com os dedos, ele acaricia de maneira intensa a intimidade dela, seus dedos explorando cada centímetro, enquanto observa com desejo as expressões de prazer que se manifestam em seu rosto. Distribui beijos provocantes pelas coxas, capturando os gemidos provocativos que escapam dos lábios dela. Imerso em um desejo sedento, seus lábios mergulham na intimidade dela com a língua, movendo-se em círculos, elevando o anseio a uma dimensão de prazer incontrolável. Rebecca se entrega inteiramente, arqueando-se para trás, envolta no êxtase provocado pelos dedos e pela língua dele. Firme, ela segura seus cabelos com intensidade, um vislumbre da paixão que compartilham. No auge do prazer, ela pressiona com as pernas a cabeça dele, explorando o clímax daquele momento com uma intensidade dominadora.

Ele a ergue nos braços, colocando-a de joelhos numa cadeira, pressionando seus seios no apoio. Observa a sedutora elevação da bunda dela e com um tapa ousado, arranca um suspiro audível de seus lábios, elevando ainda mais a temperatura do ambiente. Envolvendo suas mãos nos cabelos dela com firmeza, ele a penetra com uma intensidade que beira o selvagem, completamente entregue à excitação que ela desperta nele.

— Você foi uma mulher malvada hoje, Srta. Jenkins. Merece ser castigada por isso. — Sussurra, segurando o queixo dela com autoridade, dando um beijo envolvente para selar suas palavras.

Alex mantém sua pegada firme, alternando entre tapas intensos em sua bunda, provocando gemidos crescentes a cada contato. Sem soltar seus cabelos, ele segura o seio dela com a outra mão, aprofundando suas investidas com uma força incontrolável. Rebecca, envolvida nas sensações de prazer, não pode conter seus gemidos, elevando-os a um ritmo frenético. O desejo, entrelaçado com os gemidos dela, os conduz a um clímax intenso. Alex a ergue nos braços e a carrega para o quarto.

— Isso foi extraordinário. Sinta-se à vontade para ser uma mulher má sempre que desejar. — Afirma, deitando-a com suavidade na cama.

— Às vezes, penso na sorte que você tem, meu amor.

— Eu realmente tenho, não tenho? Olha para você, maravilhosa, irresistível. Cada dia que passa, você se torna mais perfeita, é tudo que eu preciso. — Declara, selando suas palavras com um beijo apaixonado nos lábios dela. — Pronta para fazermos de novo?

— Alex, não, sossega, estou cansada.

— Você não precisa fazer nada, apenas fique deitada. — Diverte-se. — Lembra quando você disse que eu estava fora de forma? Continuo tentando encontrar o ritmo. — Conclui, envolvendo-a em um abraço reconfortante.

Alex e Rebecca se entregam ao desejo que percorre cada centímetro de seus corpos ao longo da noite. Cada toque, beijo e carícia é explorado com intensidade, proporcionando-lhes não apenas prazer, mas uma satisfação profunda. Esses momentos intensos são a manifestação evidente do amor e desejo que os une, transformando a noite em um momento vibrante e apaixonado.

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