Roberto ajeitou a gravata, se virou e disse:
— Vá ao meu escritório ao meio-dia.
— Para assinar os papéis do divórcio? — Jaqueline perguntou diretamente, esperando que pudessem assinar logo e terminar com isso, para não prolongar a tristeza.
Ao ver a urgência no rosto da mulher, Roberto franziu a testa.
— Você vai saber quando chegar lá.
Depois de dizer isso, ele saiu da sala abruptamente, visivelmente irritado.
Cheia de dúvidas, Jaqueline esperou até o meio-dia.
Ela não sabia se deveria ir antes ou depois do almoço. Após pensar um pouco, decidiu ligar para Roberto.
Quando ele atendeu, Jaqueline disse imediatamente:
— Já é meio-dia, vou direto para o seu escritório agora?
— Pode vir.
— Você já almoçou? — Jaqueline perguntou por hábito.
— Ainda não.
— Então, que tal eu preparar uma marmita e levar para você?
Ela sabia que Roberto muitas vezes estava tão ocupado que mal conseguia almoçar. Quando comia, era algo rápido, às vezes apenas um café.
Às vezes, ela fazia questão de preparar uma marmita e levar para ele. Não se importava com o trabalho ou o esforço, queria apenas que ele tivesse uma refeição nutritiva.
Naquela tarde, ela provavelmente iria assinar os papéis do divórcio e, depois disso, talvez não tivesse mais essa oportunidade. Por isso, queria fazer o almoço para ele uma última vez.
— Não precisa. — Roberto recusou. — Basta você vir, não precisa trazer almoço.
O coração de Jaqueline ficou vazio por um momento, mas, pensando bem, não havia motivo para se sentir assim. Estavam prestes a se divorciar, por que ela deveria se preocupar em preparar comida para ele?
— Então, está bem, eu vou…
— Espere. — Roberto interrompeu de repente. — Traga as marmitas, sim. Traga duas porções, sem pimenta.
— Duas porções?
— Sim, estou um pouco ocupado. Nós falamos quando você chegar.

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