E Lorenzo só dizia a mesma frase: — Beatriz, as suas vontades têm que ter um limite.
Sim, todo mundo sabia que ela era forte e teimosa. Quando caía, sempre dizia que não estava doendo, e então achavam que ela era uma mentirosa compulsiva.-
Até o respirar dela era errado.
Ela ficou presa nessa lama sem achar uma saída, até o bebê ser perdido quando Sophia a empurrou. E aí disseram que foi ela quem deu o tapa em Sophia primeiro.
A Beatriz de três anos atrás passou por tanta injustiça. Tanta que o coração dela ainda doía ao lembrar.
Sophia ajudou Lorenzo a andar lá para fora. Os outros não ajudaram, só brincaram: — O Lorenzo não é bom de copo? Como ficou tão bêbado hoje? Será que é porque a Sophia estava do lado dele e ele ficou feliz demais?
— Hahahaha.
Eles começaram a rir sem limites.
O rosto de Sophia estava muito bonito, com as bochechas vermelhas: — Se vocês falarem besteira de novo, eu vou ficar brava.
Mas Lorenzo realmente tinha ficado bêbado muito rápido naquela noite.
Ela colocou Lorenzo no banco de trás com dificuldade e entrou logo depois.
Beatriz foi para o outro lado. Ela não tinha nenhuma vontade de ajudar a segurá-lo, afinal aquilo era coisa dos dois.
Ela se encolheu no canto, de olhos fechados, se acostumando com o fuso horário. Assim que saiu do avião, recebeu a mensagem de Lorenzo pedindo para ela ir até ali.
Ela achou que fosse para conversar sobre o divórcio, mas ao chegar descobriu que era para ela fazer a gentileza de ir ao aniversário de Sophia.
Devia ser medo de que as pessoas do círculo acreditassem nos boatos da época e achassem que Sophia fez Beatriz perder o bebê.
Agora que Beatriz tinha ido ao jantar de aniversário de Sophia, e ainda por cima com uma postura calma, o boato se desfazia sozinho.
Dizer que não ficou chateada era mentira. Mal chegou e Lorenzo já tinha armado para ela.
Três anos depois, ainda era por causa de Sophia.
O sentimento dele por Sophia era muito forte.


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