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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 215

Gustavo observava Luiza enquanto ela procurava algo na cozinha e, de repente, um pensamento tomou conta dele: ele não queria deixá-la ir embora.

Onde ela estivesse, aquele lugar automaticamente se tornava o lar.

Luiza pegou dois pares de talheres e estava prestes a se sentar de frente para ele, mas Gustavo puxou a cadeira ao seu lado e ordenou com tranquilidade:

— Senta aqui.

O gesto fazia a cena parecer a de um casal íntimo jantando juntos.

Sob o peso do contrato que pairava sobre ela, Luiza não pensou em discutir. Apenas sentou-se ao lado dele e começou a comer.

Enquanto comia, algo chamava sua atenção. O sabor parecia familiar. Ela franziu levemente as sobrancelhas e comentou:

— Esse gosto… Tenho certeza de que já comi algo assim antes.

Gustavo lançou-lhe um olhar indiferente e respondeu:

— Comida portuguesa sempre tem o mesmo gosto, não?

Manuela era excelente na culinária portuguesa. Suas habilidades poderiam rivalizar com as de chefs particulares renomados. Mas, tirando Gustavo, Leonardo e alguns poucos próximos, quase ninguém tinha o privilégio de provar seus pratos.

Luiza pensou por um instante e acabou concordando:

— É, faz sentido.

— Come logo. — Gustavo cortou um pedaço de bacalhau e colocou no prato dela. Ele observou enquanto ela abaixava a cabeça e mastigava calmamente, com as bochechas levemente infladas. Nos olhos profundos de Gustavo, surgiu um brilho raro de suavidade.

Se alguém visse aquela expressão, certamente acharia que estava delirando. Desde quando Gustavo demonstrava esse tipo de olhar? Com certeza seria difícil de acreditar.

Do lado de fora, o céu alaranjado da tarde dava lugar à escuridão, enquanto as luzes da cidade começavam a acender.

Luiza comeu o bacalhau que Gustavo colocou em seu prato e, por um instante, foi transportada ao passado. A sensação era tão vívida que parecia estar revivendo sua infância.

Ela e Gustavo já tinham compartilhado incontáveis jantares juntos. Todas as noites, durante anos, eles se sentaram à mesa um com o outro, sem nunca faltar.

Foram 3.336 dias juntos. 3.336 jantares compartilhados.

De repente, os olhos de Luiza começaram a arder, como se quisessem chorar. Ela não sabia explicar o motivo. Mesmo carregando ressentimentos contra Gustavo, naquele momento, sentia uma tristeza inexplicável. Uma onda de amargura subiu do peito até a garganta, e ela não conseguia reprimi-la.

Gustavo percebeu algo de errado e arqueou uma sobrancelha:

Luiza foi até o banheiro da suíte principal. A porta do quarto estava aberta, e Gustavo, sentado na sala de jantar, podia ver a luz que se filtrava pela fresta da porta. O som da água ecoava no espaço silencioso.

Primeiro, o barulho da água foi breve. Luiza provavelmente estava escovando os dentes. Poucos minutos depois, o som recomeçou, mas agora era contínuo e suave. Ela tinha começado a tomar banho.

Eles usavam o mesmo sabonete líquido. Ela usaria a toalha dele para secar o corpo e, depois, vestiria a camisola que ele havia escolhido pessoalmente.

Os olhos de Gustavo estavam tomados por uma intensidade crescente. Ele engoliu seco, sentindo a garganta apertar, enquanto sua mente vagueava em pensamentos que não conseguia controlar.

Quando Luiza terminou de secar o cabelo, já estava um pouco nervosa. Afinal, era a primeira vez que passava por uma situação como aquela. Ela respirou fundo para reunir coragem antes de sair.

Ao abrir a porta, viu Gustavo sentado no sofá com uma postura relaxada. Ele levantou a mão e fez sinal para que ela se aproximasse:

— Vem cá.

A voz dele estava rouca, carregada de algo diferente, quase como se fosse um convite irresistível. Era um tom completamente distinto do de antes.

Luiza não esperava que ele gostasse de resolver as coisas na sala de estar. Ao se aproximar, perguntou com um tom cauteloso:

— A gente não pode ir para o quarto?

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