Cauã arqueou uma sobrancelha, de forma discreta, com os olhos ainda fixos na pista à frente, mas sem perder uma palavra do que saía do viva-voz.
Joyce claramente tinha sido pega de surpresa por aquela frase. Ela hesitou antes de insistir:
— Então o que você quer? Você fala para mim o que é.
Douglas ficou em silêncio por alguns segundos. O canto do olho dele passou de relance por Cauã ao lado, e ele engoliu de volta as palavras que já estavam na ponta da língua.
— Deixa para lá. Eu vou desligar.
Ele encerrou a ligação, virou o celular com a tela para baixo e o deixou sobre o colo. Em seguida, virou o rosto para a janela, sem acrescentar mais nada.
Pelo espelho retrovisor, Cauã lançou um olhar rápido para ele, mas não fez nenhuma pergunta. Ele apenas aumentou um pouco a temperatura do ar-condicionado.
O carro cortou a noite em direção ao sul. Quando o carro cruzou a entrada de Cidade A, já passava das oito.
Em vez de ir primeiro para a própria casa, Cauã dirigiu direto para as Residências Brisa Serena.
Quando estacionou diante do portão da casa, ele desligou o motor e virou a cabeça na direção do passageiro:
— Chegamos. Vamos entrar.
Os dedos de Douglas pararam por um instante no fecho do cinto de segurança.
— Eu vou entrar com você?
— Claro. Ou você acha que eu vou dar a volta na cidade só para te largar num hotel? — Cauã já tinha aberto a porta e descido do carro. Ao contornar a frente do veículo, ele deu dois toques no teto, em um gesto leve. — Anda, eu tenho uma coisa para falar com a minha irmã. A gente entra, toma um café e depois eu te levo.
A casa estava toda acesa. Nina estava sentada no sofá, com um maço de documentos nas mãos. Uma das funcionárias colocou uma xícara de café sobre a mesa de centro.
Ao ouvir o barulho vindo da entrada, Nina ergueu o rosto. O olhar dela passou primeiro por Cauã e, em seguida, alcançou Douglas, que vinha logo atrás.
Cauã falou antes:
— Irmã.
Douglas, ao sentir o olhar dela, diminuiu levemente o passo:
— Nina.
A voz dele saiu clara e agradável, sem nenhum traço da dureza cortante que tinha marcado a cena no Restaurante Hipicus algumas horas antes.
Nina pousou a caneta-tinteiro.
— Vocês já comeram?
— A gente beliscou alguma coisa. — Respondeu Cauã, sentando-se ao lado dela no sofá, e começou a contar o que tinha acontecido no Restaurante Hipicus.
— Cauã, Douglas, muito prazer. Eu já tinha ouvido falar de vocês.
Depois das saudações, Saulo foi até a poltrona ao lado de Nina e se sentou. Ele colocou o copo de água na mesa de centro com um gesto natural e virou um pouco o rosto para ela.
— Você comeu muito pouco no jantar. Antes de subir, a Dona Íris comentou que a cozinha ainda está com uma sopa no fogo. Você quer que eu peça para servirem uma tigela?
— Não precisa, eu não estou com fome. — Respondeu Nina, num tom manso. — Aliás, você vai ficar quantos dias em Cidade A desta vez?
— Depende. Talvez eu volte depois de amanhã. — Saulo sorriu. — Tem alguns projetos para eu alinhar por aqui. Se conseguir esticar mais dois dias, melhor.
O tom entre os dois era natural, suave, sem intimidade exagerada, mas também sem frieza.
Do outro lado, Douglas observou Saulo por um instante.
No mesmo momento, Saulo também voltou os olhos para ele, com a mesma expressão tranquila de antes:
— Douglas, você quer um café? Esse aqui está bem bom, bem encorpado.
— Obrigado, eu passo. — Respondeu Douglas.
Na superfície, o tom parecia impecavelmente educado. Mas, sentado ao lado, Cauã já sentia aquele fio de tensão discreta correndo entre os dois, como uma corrente elétrica quase silenciosa, pronta para acender qualquer faísca.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...
787 é o último capítulo mesmo?...
Como pode um marido com Esse Ethan? E Gustavo tá é apaixonado por ela né? não tem nada de irmãzinha aí ciumento que só ele......
Agora começou tudo de novo. Aff. Episódios que demoram pra sair....