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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 374

Ethan falou num tom meio rendido:

— Nem o bolo que o seu amigo trouxe de boa vontade você aceita?

— Tá bom. — Luiza respondeu. Ela segurou o vidro com uma mão e pegou a sacola de papel com a outra. — Eu agradeço por mim e pela Lilian.

Quando ele foi embora, Lilian se aproximou e ficou examinando as coisas nas mãos de Luiza.

— Olha só… — Ela assobiou baixinho. — Vou ter que admitir: o Ethan tem muito mais jogo de cintura do que o Gustavo.

Ela sabia que, quando um homem era empurrado pra longe por uma mulher, o mínimo que ele tinha que fazer era apelar pro emocional. Gustavo, ao contrário, se fechava e continuava bancando o orgulhoso.

Luiza trancou a porta, entregou a sacola de bolos para ela e explicou:

— Ele falou que, daqui pra frente, a gente vai ser só amigo. Amigo comum.

— Amigo comum? — Lilian abriu a sacola, deu uma olhada rápida e os olhos dela brilharam. Nessa hora, ela esqueceu qualquer princípio. — Ah, tem tiramisù e mil‑folhas, os meus preferidos. Se é amigo, então é amigo. Eu, por enquanto, aprovo.

Luiza acabou deixando escapar um riso. Ela ia comentar alguma coisa, mas Lilian já tinha enfiado um pedaço de bolo de morango na mão dela.

— Esse é o que você gosta.

Era o bolo que Gustavo gostava.

Antigamente, Gustavo quase não tocava em doce, muito menos em bolo. Até que, um dia, ele experimentou umas garfadas do bolo de morango que ela estava comendo, fazendo cara de quem estava se forçando.

Depois daquilo, Luiza quase sempre escolhia bolo de morango. Assim, os dois podiam comer juntos.

Mesmo grávida, Luiza não tinha cogitado diminuir o ritmo de trabalho. Ainda mais naquele momento, com o lançamento do remédio se aproximando, ela tinha praticamente toda a atenção voltada para o laboratório.

Fora os horários de consulta, sempre que ela não precisava ir até a família Frota, ela se enfiava no laboratório e acompanhava pessoalmente os testes clínicos.

As ameaças que Rebeca tinha deixado na porta do apartamento ainda faziam o couro cabeludo de Luiza formigar. Ela ficava cada dia mais cuidadosa, com medo de qualquer deslize.

Ela não admitiria ver todo o trabalho de anos ir por água abaixo.

Luiza estava sentada ao lado dos aparelhos, esperando a confirmação dos novos dados, quando Ângelo se aproximou.

— Luiza, eu fico aqui esperando com você.

— Esse remédio já entrou na fase três. Chegando nesse ponto, não importa se o efeito é incrível ou mediano, a gente tem que concluir todo o protocolo do estudo clínico. Senão, como é que eu vou encarar o Sr. Gustavo depois?

Assim que ela terminou a frase, Raul entrou no laboratório.

Raul falou no mesmo tom gentil de sempre:

— Ângelo, Rafael pediu pra você ir até a sala dele.

— Já vou. — Ângelo respondeu na hora e, ainda assim, perguntou, preocupado. — E os dados…

Raul deu dois tapas leves no ombro dele:

— Fica tranquilo. Você também é do nosso grupo, ué. Quando é que a gente ia esconder dado de você? Esse projeto sempre vai ter a sua parte de mérito.

Só aí Ângelo saiu mais sossegado. Quando ele passou pela porta do laboratório, ele ainda virou a cabeça e lançou um olhar de desdém para dentro. Na cabeça dele, um projeto que já tinha nascido pra fracassar não valia mérito nenhum.

Quando Luiza viu a porta fechar atrás dele, ela soltou um suspiro de alívio:

— Se você demorasse mais um pouco pra chegar, eu não ia conseguir segurar esses dados longe dele.

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