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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 632

A família Frota, desde o começo, tinha colocado a saúde de Luiza acima de qualquer outra coisa. Naquele momento, ninguém ali teria coragem de insistir mais.

Além disso, a postura de Gustavo estava impecável, sem brecha pra crítica.

Íris, ao ver o quanto ele se importava com Luiza, ficou ainda mais tranquila.

— Você pensa em tudo, hein. — Ela comentou, aliviada.

Manuela soltou um suspiro silencioso.

Afinal de contas, uma coisa era a família Frota vir fazer uma visita. Outra, bem diferente, era querer levar embora a futura esposa do neto dela e a bisneta que ainda nem tinha nascido.

Como já estava perto da hora do almoço, ela aproveitou para dizer, com um sorriso cordial:

— Bem, já deu o horário. Fiquem e almocem com a gente, comam alguma coisa simples.

— Fica mesmo. — Luiza acrescentou, em tom doce, voltando-se para Íris. — Faz tempo que eu não sento pra comer com a senhora.

Aquela frase foi o bastante para deixar os olhos de Íris marejados. Ela virou um pouco o rosto, engoliu a emoção e então assentiu várias vezes:

— Vamos, vamos sim.

Os outros membros da família Frota, claro, não poderiam ficar mais satisfeitos.

O grupo todo acompanhou Manuela até a sala de jantar, enquanto Cauã e Gustavo ficaram alguns passos atrás.

Cauã não teve dó nenhuma de expor a manobra de Gustavo:

— Aquilo que você falou agora há pouco, aposto que o Miguel nunca te pediu nada disso.

Gustavo era mesmo descarado. Ele segurava a irmãzinha dele com unhas e dentes, sem abrir mão nem por um segundo.

Ele sempre tinha sido assim desde moleque. Foi por isso que, durante tantos anos, Luiza cresceu achando que era Cauã que não gostava dela.

Gustavo, porém, não demonstrou o menor sinal de culpa por ter sido desmascarado. Ele apenas sorriu de leve:

— Então vai lá perguntar pro Miguel.

Cauã sabia que não tinha a menor chance de fazer isso.

E, mesmo que ele fosse, Miguel era do tipo que, por causa daquela aluna querida, ia acabar ajudando Gustavo a sustentar a mentira.

Gustavo, ao notar a derrota silenciosa do outro, deixou o sorriso se ampliar:

— Pensando bem, você devia era me agradecer.

— Agradecer por você ter roubado a minha irmã? — Cauã resmungou.

— Agradecer porque… — Gustavo inclinou a cabeça e lançou um olhar de lado, exibicionista até a alma. — Eu tô te dando a chance de ser promovido a titio.

— Você tá é sem ninguém mais pra se gabar, né? — Cauã respondeu, com um sorriso impiedoso, antes de soltar a provocação. — No mundo inteiro, só você não sabia que o filho que a minha irmã tá esperando é seu.

Gustavo arqueou as sobrancelhas:

— Então você já sabia também?

No fim das contas, ele tinha sido o último a descobrir.

Cauã fez questão de cravar a estocada final:

— Não só eu. Lá em casa, todo mundo sabe.

Na verdade, ele também só tinha ficado sabendo no caminho para o Solar do Lago, ouvindo um papo da Nina com Íris dentro do carro. E, logo depois, tinha levado uma bronca de Nina, com a ordem clara de não abrir o bico com Gustavo.

Quem diria que ele ia conseguir usar essa informação justamente pra virar o jogo agora.

O almoço correu num clima agradável: a família Marques recebeu com toda a hospitalidade, e a família Frota soube manter a elegância, sem exagero. No fim, anfitriões e convidados ficaram sinceramente satisfeitos.

Depois de comer, a família Frota decidiu não se demorar, com medo de cansar Luiza.

— E quando é que você vai ter tempo?

Assim que as palavras saíram, ela se arrependeu na hora.

Já Nina não se segurou e caiu na risada:

— E quando é que você quer que eu venha?

Com o cargo que Nina ocupava, era óbvio que aquele dia de visita tinha sido uma brecha rara na agenda.

Luiza pensou um pouco antes de responder:

— Melhor você vir quando der pra você. Quando você puder, você vem.

— Combinado. — Nina aceitou sem pestanejar e, diferente do jeito correto e rígido de sempre, até arriscou uma pitada de humor. — Então pode se preparar, porque eu posso aparecer a qualquer momento.

Do outro lado do vidro amplo da porta de correr, Gustavo observava a cena. Quando ele viu o sorriso aberto de Luiza, todo voltado para Nina, cheio de satisfação, ele acabou sorrindo junto, sem nem perceber.

Ela tinha crescido invejando as crianças que tinham família. Agora, enfim, ela podia dizer que tinha uma também.

Ao lado dele, Cauã o encarou, vendo aquele ar completamente babão, e comentou, com ironia mansa:

— E aí, como é que tá a sensação de ser pai?

Gustavo desviou o olhar da cena lá fora e olhou de volta para ele, respondendo com segundas intenções:

— É uma sensação que não dá pra colocar em palavras. Você só vai entender mesmo quando chegar a sua vez.

Cauã nem esposa tinha. Só nos sonhos é que ele virava pai.

Ele sentiu um músculo no canto da boca tremer e devolveu na mesma moeda:

— É? Eu só sei que vocês dois ainda nem foram lá no cartório pegar a certidão de casamento. Pai, nesse caso, é cargo que pode ser trocado. Já tio… Esse título ninguém mexe.

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