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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 648

Ao ouvir a resposta afirmativa, Luiza puxou Gustavo pela mão e desceu as escadas quase correndo.

— Então vamos fazer um boneco de neve, vai. Senão, daqui a pouco escurece e você não vai mais querer me deixar sair.

No jardim, a neve ainda caía pesada, flocos grandes rodopiando no ar. Mesmo assim, Gustavo tinha agasalhado Luiza dos pés à cabeça, e o frio mal chegava nela.

Ela tinha experiência no assunto. Em poucos minutos, o boneco de neve já começava a tomar forma.

Ela se virou para Gustavo, que estava ajudando a rolar as bolas de neve:

— Pega umas cenouras pra mim, pra fazer o nariz.

Gustavo nem cogitou recusar:

— Então vai com calma. Olha onde pisa pra não escorregar.

Mesmo dizendo isso, ele ainda ficou com o coração na mão. Ele chamou uma das empregadas para ficar de olho em Luiza, por garantia.

Luiza se concentrou em modelar uma cabeça bem redonda pro boneco. De relance, ela viu a silhueta de Gustavo passando pela sala iluminada lá dentro da casa, e o pensamento dela se dispersou. Ela teve a sensação estranha de estar vivendo algo de outra vida.

Ela se lembrou, de repente, que no ano anterior, também era perto do Natal. Ela tinha se agachado no jardim da Vila das Acácias e, exatamente como agora, tinha terminado um boneco de neve.

Só que, naquela época, ela não tinha ninguém. E também não tinha nada.

Agora, era outra história.

— Em que você tá viajando?

Em algum momento, Gustavo tinha voltado e estendido a cenoura pra ela. Quando ele viu que ela não reagia, ele estranhou.

Luiza levantou o rosto na direção dele. O canto da boca dela se curvou num sorriso, mas os olhos já brilhavam úmidos:

— Só tava pensando… Que eu tô muito feliz.

Tudo, absolutamente tudo, tinha superado em milhões de vezes o que ela um dia tinha se permitido imaginar. O passado inteiro parecia só um sonho distante, irreal.

Gustavo ficou olhando fixamente pra ela por um bom tempo. Depois, ele se agachou ao lado dela e esticou a mão para ajeitar o gorro, que tinha escorregado de leve:

— Se você tá feliz, pra mim já basta. Eu também tô.

— Já acordou?

— Já. — Luiza não queria atrapalhar o trabalho dele, então foi direto ao assunto. — Meu corpo já tá mais estável, né? Pros casos mais graves lá do consultório, o Miguel tá dando conta das revisões, mas a Íris…

Antes de terminar, a voz dela já tinha diminuído até virar quase um zumbido.

Com o jeito como Gustavo tinha grudado nela aqueles dias todos, ela tinha quase certeza de que ele não ia concordar que ela voltasse a trabalhar tão cedo.

Como ele ainda não tinha respondido, ela respirou fundo e tentou argumentar:

— Agora é a fase decisiva pra recuperação das pernas da Íris. E o tratamento dela nem é tão pesado assim, não vai me cansar. Pelo contrário, ainda vai me ajudar a passar o tempo…

— Que horas você quer ir? — A voz grave dele ecoou no celular.

— Você deixou? — Luiza não esperava que ele aceitasse tão fácil; ela ficou sem reação por um segundo. Com medo de ele voltar atrás, ela se apressou. — Então eu queria ir agora.

Gustavo pensou por um instante:

— Tá certo. Eu vou pedir pra eles te levarem.

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