Karina enxugou as lágrimas.
"Essa desgraça, já está com doença terminal e ainda assim não sossega, será que ela sobrevive à base de maldade?"
Celina semicerrara os olhos. "Ela não quer sobreviver, ela quer morrer logo."
"Cuide bem do vovô."
Ela desviou de Karina e desceu até o jardim para fazer uma ligação...
O carro de Celina ficou no hospital, então Jessica foi dirigindo o carro do irmão para casa.
Mal havia passado pelo portão do estacionamento, o telefone tocou.
Ela se distraiu por um instante... duang!
A dianteira do carro encostou na lateral de outro.
O outro carro não teve maiores danos, mas o para-choque do dela ficou amassado.
Mesmo assim, Jessica ficou tão assustada que não teve coragem de sair do carro. Atendeu ao telefone, que ainda tocava, e perguntou trêmula: "Irmão, você arrumou confusão, me ligou, me distraí e acabei batendo o carro de alguém."
Geraldo ficou um segundo em silêncio do outro lado da linha. "Tem seguro, não tem problema. Você está bem?"
Jessica engoliu em seco. "Estou. O carro da pessoa é um Maybach."
Geraldo: "......"
Jessica acrescentou: "E ainda é personalizado."
"Ah, é? Então, daqui pra frente, você não é mais minha irmã. Quando pagar tudo, a gente conversa de novo."
Dito isso, Geraldo desligou.
O motorista do outro carro, vendo que ela não saía, foi até lá e bateu na janela.
"Tio, eu não fiz de propósito."
Todos sabiam que quem dirigia um L5 não era qualquer um. Jessica preferia morrer a sair do carro.
O motorista, sem escolha, chamou o "chefinho" que estava dentro do carro.
O secretário veio até a janela, olhou para Jessica e ficou surpreso.
Jessica forçou um sorriso. "Irmão, eu sou muito pobre..."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?