Alice rapidamente assumiu uma postura humilde e abaixou a cabeça diante dela.
"Cunhada, foi o meu irmão que viu que minhas roupas já estavam velhas e insistiu para que eu viesse aqui escolher algumas novas. Você sabe, antigamente, lá em Aalborg, eu só usava as últimas tendências da estação."
Celina percebeu o tom de ostentação nas palavras dela, mas respondeu calmamente: "Quais modelos você escolheu? Deixe-me ver também."
"Claro."
Alice se aproximou com leveza e mostrou o tablet que segurava.
"São coisas de, no máximo, uns três a cinco mil reais, será que o meu irmão vai reclamar que estou economizando para ele?"
Mal terminara de falar, Celina de repente agarrou a gola da camisa dela e a puxou com força.
Pegando Alice de surpresa, que caiu de joelhos no chão, enquanto o tablet voava longe.
"Cunhada..." A voz dela tremia.
O gerente trocou um olhar com os funcionários, e ninguém se aproximou.
Celina se inclinou ligeiramente e perguntou em voz baixa, ao ouvido de Alice: "Você ainda quer usar sua mãe como peça desse jogo?"
Um frio percorreu o corpo de Alice.
"Não sei do que você está falando, cunhada."
A mão de Celina apertou ainda mais o tecido das roupas dela.
"Não precisa fingir comigo. Para casar com o Jackson, você faria qualquer coisa. Não só não vou desmascará-la, como ainda vou te ajudar. Afinal, cafajeste e oportunista têm que ficar presos um ao outro."
Dizendo isso, ela empurrou Alice ao chão com força.
O peito de Alice subia e descia rapidamente, mas ela não ousava perder o papel e se irritar com Celina.
Celina se levantou e, num tom normal, disse: "Esse título de Sra. Tavares não me interessa. Quem quiser, que fique com ele. Mas se você não tem capacidade de conquistar o coração de um homem e quer me usar como trampolim... O destino da sua mãe será o seu."
Terminando a frase, Celina saiu do provador.
O gerente e as vendedoras trocaram olhares.
Então era a amante que entrou se achando.
Ainda bem que ninguém ofendeu a oficial.
Alice estava profundamente envergonhada, sentia uma raiva sufocante batendo no peito, um gosto de ferrugem subindo à garganta, mas só pôde engolir tudo em seco.
Se Jackson soubesse, Vinicius também saberia.
Antes, Celina certamente teria conversado com Jackson sobre isso.
Mas, ao longo deste último mês, ela tinha enxergado o verdadeiro rosto da Família Tavares por trás das máscaras.
As pessoas a quem ela se entregou de corpo e alma, nunca a enxergaram como uma igual. Por que deveria pensar neles agora?
"Dona Costa, eu já sou muito grata por você ter aceitado fazer o teste de DNA. Fique tranquila, não vou contar nada a Jackson. Quanto ao que aconteceu entre você e Vinicius, não vou me meter, nem interferir na decisão sobre a criança. O mais importante agora é sua saúde, mas aconselho você a procurar outro hospital."
Dona Costa entendeu: no Hospital Santa Cecília não existem segredos.
Celina saiu do hospital quase à meia-noite.
A sombra da visita de Vinicius à Mansão Platina naquela manhã ainda pairava sobre ela.
Não podia deixar Elisa sair impune.
Pensou em todas as conexões que poderia usar e, por fim, discou um número.
Renato estava quase dormindo, mas ao ver o número dela, sentou-se rapidamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?