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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 200

"O departamento de polícia da Zona Sul tem algum contato lá?" Celina perguntou.

Renato ficou em silêncio.

"Não precisa responder, só perguntei por perguntar."

Quando Celina estava prestes a desligar o telefone, Renato tomou coragem e disse: "Tenho, o que você quer fazer?"

"Quero ver a Elisa. Agora." Celina respondeu.

Renato percebeu que o que ela pretendia não era pouca coisa e levantou-se imediatamente.

"Me espere."

Ao chegar diante da imponente porta de mogno do terceiro andar, ele parou.

Após algumas respirações profundas, bateu suavemente.

Pouco depois, a porta se abriu.

Era noite e tudo estava em silêncio. Félix ainda não havia trocado o pijama.

A calça social cinza-escura realçava suas pernas longas, e a camisa branca, levemente aberta no colarinho, deixava entrever o charme maduro de um homem seguro de si.

Renato abaixou a cabeça e cumprimentou respeitosamente: "Tio Félix."

Félix o examinou com um olhar tranquilo e perguntou: "O que foi?"

"Um familiar de uma amiga minha se envolveu em um problema e está detido na delegacia da Zona Norte. Ela quer vê-la."

A voz de Félix não demonstrou nenhuma emoção. "Nunca facilito para ninguém. Não faço exceções."

A mão de Renato, que estava caída, se fechou em punho.

"Tio, por favor. Minha amiga está numa situação muito difícil, cada passo dela é uma luta pela sobrevivência."

O olhar de Félix repousou por dois segundos no rosto dele, então ele se virou para a escrivaninha, pegou um cartão de visitas e escreveu seu nome no verso com uma caligrafia firme.

"Entregue para ela."

Depois disso, fechou a porta.

Na testa de Renato surgiram pontos de interrogação: ele sabia para quem deveria entregar o cartão?

Celina não esperou nem dois minutos em frente à delegacia; Renato chegou logo, acompanhado de um diretor.

O diretor foi muito cortês e os conduziu para dentro.

Quando Celina estava prestes a perguntar com os olhos como ele tinha conseguido aquilo, Renato enfiou discretamente um cartão na mão dela e sussurrou: "Isso é um tesouro que não se compra. Guarde bem."

Certos detalhes que ela vinha tentando ignorar de repente ficaram cortantes em sua mente.

De fato, desde o acontecido, Vinicius e Alice não tinham aparecido, nem sequer mandado uma palavra.

"Com certeza estão tentando me ajudar..."

Celina disse friamente: "Desde que você, a mando da Alice, invadiu meu quarto de hospital, me drogou e tentou destruir minha reputação, você fez de tudo por ela. Mas agora que você está em apuros, ela ficou preocupada com você? Para ela, você nunca foi uma mãe, apenas uma peça descartável num jogo."

"Não... Alice não é assim."

Elisa sentiu o sangue ferver, lutando para não deixar a esperança sumir de seus olhos.

Mas o olhar de Celina só ficava mais gelado.

"Seu marido logo vai ser pai de novo. Você, doente terminal, acha mesmo que ele vai se preocupar com você?"

O peito de Elisa subia e descia em desespero, o gosto de sangue subindo à garganta, mas ainda tentava ser firme.

"Pff, você só veio para me matar de raiva. Não vou cair nesse jogo."

Celina então lançou em seu rosto o exame de ultrassom e o laudo de DNA, com o nome de Sra. Costa ocultado.

"Veja com seus próprios olhos."

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