Celina desligou o telefone dele e subiu sozinha.
O tornozelo ainda estava inchado; subir as escadas foi devagar, mas ela não o fez esperar muito.
Félix colocou a xícara de chá lavada na frente dela e lavou outra para si mesmo.
"Você me seguiu?" Celina perguntou, em alerta.
Félix nem levantou o olhar: "Meu tempo ainda não é tão vazio a ponto de eu precisar seguir sua rotina para me divertir."
"Então você…"
"Fui ao banheiro e, ao voltar, te vi por acaso."
Talvez fosse mesmo coincidência. Celina relaxou.
O garçom chegou com os pratos. Félix empurrou um tubo de pomada para ela.
"Assumindo a responsabilidade até o fim."
Celina pegou a pomada e olhou: era para circulação e hematomas.
Ela explodiu na hora.
"Você anda com isso e me encontra por acaso? Está me seguindo, sim!"
Félix assentiu calmamente: "Entre acreditar que nosso encontro é obra do destino ou que estou te seguindo de propósito, prefiro acreditar que é o destino da segunda opção."
Celina ficou sem palavras.
Félix, sem olhar para a expressão abobalhada dela, empurrou um prato de tofu ao creme de amendoim para seu lado e comentou, com olhos calmos: "Não sei se você gosta de comida apimentada, então pedi dois tipos diferentes de molho. Aqui também tem um prato da casa, cogumelos salteados com carne defumada — é bem gostoso…"
Celina não queria comer, sentia que já estava cheia de raiva.
Na sala reservada ao lado.
Marisa entrou batendo a porta, furiosa.
O casal Regis já tinha feito o pedido.
Ao vê-la, Regis puxou a cadeira ao seu lado: "Você não tinha um compromisso? Como veio de repente?"
Marisa bateu o pé, irritada: "Ele não me dá atenção e não me deixa acompanhá-lo ao hospital."

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