Depois de falar, ela saiu com passos confiantes, como se estivesse trazendo honra à Família Faria.
Celina sorriu levemente e ergueu a taça de espumante para Jackson. "Desculpe, Diretor Tavares, você a protege tanto que até pensei que vocês fossem mesmo marido e mulher."
Dito isso, ela se virou e foi embora.
Os executivos experientes presentes não escondiam no rosto o sarcasmo.
Ao longe, Jessica desviou o olhar e sorriu de leve.
Em seguida, virou-se para o presidente da empresa contratante e disse: "Nossos funcionários são muito ingênuos, sempre acabam sendo enganados, peço desculpas."
A presidente da outra parte, uma mulher de trinta e poucos anos, assentiu compreensiva e disse a Jessica que ainda tinha compromissos, mas deixaria o vice-presidente e a equipe de diretores participando do coquetel.
Alex se aproximou sorrindo, com um olhar cheio de intenções. "Desde o momento em que aquela mulher entrou neste salão, já estava presa na tua estratégia infalível. Diretor Pereira, você é tão adorável, quem diria."
Jessica respondeu com um sorriso discreto: "Se nem isso você percebe, imagine o que diria de quem armou tudo para que ela viesse para cá exatamente quando queríamos? Diretor Leite, seus olhos realmente não servem para nada."
Alex não se irritou, apenas suspirou. "É verdade, vocês planejaram secretamente ‘casar a filha’ com outro, mas mesmo assim aceitam minhas gentilezas sem peso na consciência."
Jessica soltou um leve riso. "Diretor Leite não quer refletir sobre a própria competência, mas culpa nossa Pederneira Verde por te passar para trás. Por acaso não sabe perder?"
Alex não retrucou, mas riu baixinho e de maneira profunda.
Celina foi até o banheiro. Depois de lavar as mãos, ao secá-las, viu Jackson parado atrás dela.
"O que você quer?"
Ela se virou, segurando-se na borda da pia.
Jackson sorriu friamente. "Achei que você não tivesse medo de mais nada."

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