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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 301

Félix desligou a tela do celular sem pressa e olhou para ele.

Leon disse: "Elas tiveram um pequeno desentendimento com o Everaldo do Carro Entropia, mas tudo foi resolvido em um dia."

O ar ficou silencioso por alguns segundos.

Félix perguntou com indiferença: "Só isso?"

Leon abaixou levemente a cabeça. "Às vezes, não ter nenhuma notícia especial já é uma boa notícia, não é?"

O olhar de Félix ficou sombrio e indecifrável. "Apertem ainda mais toda a agenda, daqui a três dias quero ir para Cidade K."

Leon, "..."

Ótimo, não só não precisava dormir, agora nem precisava comer.

...

Celina passou mal a noite inteira, só melhorando quando o dia amanheceu.

O médico disse que ela podia comer algum alimento leve e líquido, então Renato logo providenciou o café da manhã dela.

Jessica afastou os fios de cabelo bagunçados da testa de Celina, ainda ressentida pela atitude inconsequente da amiga.

"Você precisava mesmo salvar a Pederneira Verde? Pederneira Verde é mais importante que a sua vida?"

Celina respirou fundo, a voz fraca mas firme. "Se não quisermos passar a vida toda sendo subjugadas, precisamos manter a Pederneira Verde. Um dia, você vai estar no topo da torre da Pederneira Verde, recebendo a admiração de todos."

Jessica entendeu de imediato. "Fica tranquila, a Pederneira Verde está funcionando normalmente. Sobre o que aconteceu com você, além do Renato, não contei para mais ninguém."

Celina assentiu. Assim era o melhor.

Renato chegou com uma tigela de mingau de arroz feito na hora e trouxe ainda uma novidade.

"Agora há pouco, duas ambulâncias entraram no hospital. Adivinha quem eu vi?"

Celina olhou para ele, sem responder.

Renato colocou o mingau na janela para esfriar. "Everaldo e o assistente dele. Disseram que os dois tiveram intoxicação alcoólica."

Ele riu. "Nem precisei pensar em como agir. Quem será que foi tão solidário assim?"

Jessica piscou para Celina. "Será que foi ele?"

Com Renato ali, ela não mencionou o nome diretamente, mas Celina entendeu.

"Eu... não sei." Celina baixou os olhos para o celular. "Descobre para mim, por favor. Se foi ele, agradeça por mim. Se não, deixa pra lá."

Falou em um tom muito calmo.

Jessica sentiu o coração apertar.

Felipe: "Venha aqui."

A enfermeira terminou de aplicar o remédio e se preparou para sair.

Vinicius interrompeu: "Ontem não havia outro medicamento, por que hoje tem?"

A enfermeira respondeu apressada: "A inflamação do Sr. Felipe não melhorou muito. Para ele se levantar logo, o médico adicionou outro anti-inflamatório."

"Depois que sair daqui, cuide da sua vida. O que não deve ser dito, não diga." Vinicius ordenou.

A enfermeira assentiu rapidamente e saiu.

Alice se aproximou de Vinicius, agachou-se ao lado dele para escutar o que ele queria dizer.

Mas Felipe levantou a mão e lhe deu um tapa no rosto.

"Aff!" Vinicius resmungou, insatisfeito.

Felipe olhou para ele. "Está com pena dela?"

O rosto de Vinicius mudou de expressão. "Sua tia pediu, antes de morrer, para eu cuidar dela."

Felipe bufou. "Você não vai perguntar quantos problemas ela me causou por agir por conta própria?"

Logo em seguida, pegou o celular. "Já cavei a cova para aquela mulher faz tempo, posso enterrá-la viva quando quiser. Agora só preciso de uma desculpa para mandar o Jackson embora por uns dias. Assim, quando ela pedir socorro, não vai ter quem a ouça."

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