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No dia seguinte, Celina pôde finalmente receber alta do hospital.
Seu estômago ainda estava muito frágil — ela não podia fazer nenhum esforço e só podia comer alimentos líquidos, caso contrário, poderia ter uma hemorragia grave.
Jessica e Renato estavam ocupados demais para acompanhá-la.
Por isso, Geraldo cuidou de todo o processo de alta.
"Vá para casa descansar direitinho. Em uns dez, quinze dias você vai estar recuperada", disse Geraldo enquanto organizava os papéis.
Celina virou o rosto, pensativa. "Nessa época, eu já deveria ir ao cartório com o Jackson pegar os papéis do divórcio."
Geraldo abriu a boca para dizer algo, mas no fim apenas forçou um sorriso. "Espero que seus desejos se realizem."
Ele a acompanhou até a saída do prédio de internação e, virando-se, logo mandou uma mensagem para Jackson.
"A paciente já teve alta sem problemas. O Everaldo vai precisar ficar internado pelo menos um mês. A família dele está causando confusão, fique atento."
Jackson respondeu rapidamente: "Isso é problema deles com o bar, não tem nada a ver comigo. Lembre-se: não deixe ela saber de nada."
Enquanto se dirigia à porta principal do hospital, Celina já pegava o celular para chamar um carro.
De repente, esbarrou com força em alguém vindo na direção oposta.
O celular caiu no chão; quando ela se abaixou para pegar, a pessoa pisou em cima dele.
Celina franziu as sobrancelhas e ergueu os olhos — era Lorenzo Martins, a quem não via havia muito tempo.
Mas, diferente de antes, quando ele era médico, sempre limpo e arrumado, agora estava com a barba por fazer, o rosto coberto de pelos desgrenhados e a roupa toda amarrotada — claramente, alguém que havia perdido tudo.
Celina estava prestes a perguntar o que tinha acontecido com ele, mas Lorenzo agarrou seu pulso de repente, puxando-a para perto, e encostou uma faca em sua cintura.
"Se quer viver, não grite. Vem comigo", ordenou ele.
Celina franziu o cenho. "Mas você vai ter que me deixar pegar meu celular, não é?"
"Pegue e me entregue. Não tente nada."
Como precisava manter a faca na altura da artéria, Lorenzo se agachou junto com ela.
Depois, encostou-se de lado na beirada de uma mesa velha, fitando-a com raiva.
O estômago de Celina começou a doer levemente, seus dedos ficaram brancos, mas seu rosto continuou com uma expressão pacífica e a voz, suave.
"É aqui que você mora? Nossa, é muito simples. Como acabou vindo parar num lugar desses? Quando cheguei, vi que a padaria ali da esquina, ‘Bom Dia’, estava numa sujeira só. Você costuma tomar café lá?"
"Cala a boca, chega! Para de falar besteira!" Lorenzo gritou. "Eu só estou assim por sua culpa! Fui demitido do hospital, você fez o posto me mandar embora, ainda armou para pacientes inventarem acidente médico para me extorquir. Agora eu não tenho mais nada, e é tudo culpa sua, sua desgraçada!"
Ele foi ficando cada vez mais furioso.
Celina tentou explicar: "Eu nunca faria uma coisa dessas! Deve estar enganado…"
Mas isso só fez Lorenzo perder ainda mais o controle.
Ele se aproximou e agarrou sua gola. "Você não precisa fazer nada, sempre tem homem atrás de você. Hoje eu quero ver qual é o seu encanto, para esses homens fazerem tudo por você!"
Dizendo isso, começou a rasgar as roupas de Celina.
"Já que você vai morrer mesmo, que morra com ainda mais vergonha!"

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?