Banheiro.
Firmino esperou Andreia sair e perguntou com preocupação: “Não está se sentindo bem?”
A mulher, ao vê-lo, desviou o olhar. “Estou bem, Firmino, não se preocupe.”
“Vamos voltar logo, não vamos deixá-los esperando, especialmente a Margarida. Eu saí primeiro e você saiu logo em seguida, é fácil para ela desconfiar de nós dois.”
Andreia mordeu os lábios, falando em tom abafado: “Não quero que você fique em uma situação difícil por minha causa, nem quero que ela fique sempre irritada com você e te deixe preocupado.”
Os olhos alongados de Firmino se estreitaram, refletindo um olhar severo. “Andreia, você está escondendo algo de mim.”
“O que aconteceu? Me conte.”
Andreia, atordoada e aflita, ainda assim não admitiu.
“Firmino, o que poderia ter acontecido comigo? Não tem nada, não pense besteira. Vamos voltar logo.”
Ela falou como se temesse que ele continuasse a perguntar e saiu apressada, de cabeça baixa, andando muito mais rápido do que de costume.
Ao observar sua figura apressada, Firmino teve certeza de que ela realmente estava escondendo algo dele.
Na outra ocasião, ela também saíra às escondidas para resolver problemas da família. Seria o mesmo agora?
O corpo frágil da mulher despertou sua compaixão. Ele deu alguns passos largos e a segurou por trás.
“Andreia, toda vez que você mente, não consegue olhar nos meus olhos. Me diga, o que realmente aconteceu?”
Seu olhar era afiado, pressionando-a cada vez mais. Ele se colocou à sua frente, alto e imponente, criando uma atmosfera de pressão.
Andreia mordeu os lábios, hesitou e olhou para ele: “Firmino, não é nada sério, por favor, não insista mais, está bem?”
Seus olhos suplicantes, inocentes e piedosos, apenas fizeram Firmino ficar ainda mais determinado a descobrir a verdade.

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