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Expulsa, desbloqueei meu modo chefe supremo romance Capítulo 26

— Sean, você tá mesmo em decadência. A sua cachorrinha desligou na sua cara? Isso é inédito.

— Parece que você realmente irritou a Helen dessa vez. Antes, bastava uma ligação e ela corria, não importa onde estivesse.

— Seu charme não é mais o mesmo, hein? Se ela não aparecer, vai ter que virar essa garrafa sozinho!

No salão reservado, alguns playboys endinheirados estavam espalhados pelos sofás, rindo e tirando sarro do homem que ocupava o assento central.

Sean mantinha os traços sérios e fechados. Os dedos apertavam o celular com força.

Com um gesto brusco, jogou o telefone para o lado e murmurou, com desprezo:

— Ela é só uma cachorra. Que diferença faz se vem ou não?

Como se, de fato, não se importasse.

Como se aquelas infusões amargas que ela sempre preparava fossem irrelevantes.

Falava com um ar desinteressado, como se não estivesse nem aí.

Mas os punhos cerrados deixavam claro o quanto aquilo o afetava.

Enquanto isso, na entrada do Royal Court...

O esportivo azul berrante de Josh parou diante do clube, atraindo todos os olhares.

Luzes de néon estouravam por toda parte, e o som pesado do metal preenchia o ambiente.

Josh saltou do carro apertando a barriga e entregou um cartão escuro com acabamento dourado para Helen.

— Helen, vai na frente! Esse é seu passe para a Skyline Elite Zone — acesso direto ao Quarto Privado nº 1 no Salão Celestial. O pessoal tá te esperando lá dentro!

— Preciso resolver uma urgência... no banheiro!

Sem esperar resposta, correu em disparada, ainda segurando a barriga.

Helen ficou parada, sem saber o que dizer.

Guardou o cartão no bolso e seguiu rumo à área VIP — a Skyline Elite Zone, a mais exclusiva do Royal Court, frequentada apenas pelos figurões de verdade.

Assim que entrou no saguão luxuoso, banhado em dourado e ofuscante, ouviu alguém exclamar:

— Ué, não é a Helen?

Helen ergueu os olhos com preguiça e viu Derek Morgan — o quarto filho dos Morgan — surgindo de óculos escuros, com o braço em volta de Lydia, vestida num deslumbrante vestido branco de grife.

Ela abriu a bolsa de grife e tirou um cartão.

— Aqui tem uma mesada que minha mãe me deu. Cem mil dólares. Fica pra você. Só... nos deixa em paz, tá?

Derek a impediu.

— Lydia, por que dar dinheiro pra ela? O papai já ofereceu uma grana e ela recusou, lembra? Por que dar mais alguma coisa agora?

Ele apertou os olhos para Helen, o sorriso se tornando malicioso.

— Vai ver ela veio por causa do seu noivo...

— O Sean? — Lydia ofegou, os olhos se enchendo de lágrimas. Mordeu o lábio, com ares de mártir.

— Helen, eu sei que você gosta do Sean. Mas agora ele é meu noivo... Ficar correndo atrás dele assim só te faz parecer desesperada...

Faltava pouco para chamá-la de destruidora de lares.

Helen observou a cena como quem vê dois palhaços em um espetáculo barato. Seus olhos se estreitaram com tédio, e seus lábios se curvaram num sorriso gelado.

— Atrás de vocês? Não se achem tanto.

O rosto de Derek se fechou na hora, tomado pela raiva.

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