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Expulsa, desbloqueei meu modo chefe supremo romance Capítulo 3

Helen jogou a bolsa de viagem sobre o ombro, virou-se com calma e pegou o celular. "Está feito. Venha me buscar", disse.

Sua voz era serena — fria, até. Como quem está habituada a dar ordens.

O rosto de Sienna se retorceu de ódio. Ver aquele andar firme e destemido contrastava com a imagem da Helen submissa, que já implorara tantas vezes por aceitação.

A diferença doía. "Vadia! Vai embora, então! Quero ver quanto tempo essa pose dura fora da família Morgan!" Sienna berrou atrás dela, tremendo de raiva.

Ela se ergueu com dificuldade, ainda cambaleando, agarrou Lydia pelo braço e entrou em casa aos empurrões — murmurando maldições a cada passo.

Lydia, no entanto, continuava olhando para trás, observando Helen se afastar até sumir de vista. Mordia levemente o lábio inferior.

Instantes antes... com quem Helen estava falando?

Sienna vivia dizendo que Helen crescera numa cidadezinha qualquer. Só quatro anos atrás, após a morte da avó, é que foi levada de volta pelos Morgan.

Uma garota do interior nunca se encaixaria de verdade na elite, por mais que tentasse.

Todos com quem Helen convivera estavam ligados aos Morgan ou a Sean Griffin.

Então, agora que a descartaram... quem, afinal, viria buscá-la?

E, mais intrigante ainda...

O tom que Helen usara no telefone... havia confiança demais. Autoridade demais.

A curiosidade venceu. Lydia puxou a manga da mãe, e ambas correram até o escritório.

A enorme janela de vidro do ambiente oferecia uma vista perfeita dos portões da mansão Morgan.

...

Do lado de fora, um carro surgiu como uma flecha e parou diante de Helen com precisão impressionante.

Não era um esportivo berrante, nem uma limousine luxuosa. Sem marcas evidentes ou logotipos reluzentes. Apenas um SUV preto fosco, sóbrio, mas com uma presença imponente.

Chamava a atenção justamente por ser discreto — mas sua imponência era impossível de ignorar.

A carroceria exibia linhas suaves, mas sua estrutura transbordava força e agressividade contidas.

A porta se abriu.

Um homem de preto, vestindo traje tático, saiu num movimento fluido.

Alto, com ombros largos, cabeça raspada, traços definidos e penetrantes — os olhos afiados como os de um predador.

Contornou o veículo com passos longos e firmes, aproximando-se de Helen. Cada gesto emanava controle absoluto — a firmeza de quem passou por rigoroso treinamento.

"Chefe!" O homem parou diante dela, postura reta como uma lança. Fez uma continência precisa, demonstrando lealdade e respeito total.

Nenhuma emoção em seu rosto — apenas disciplina e prontidão.

Helen não mudou a expressão. Apenas devolveu com um aceno contido.

Ele imediatamente se moveu para o lado e abriu a porta de trás com reverência.

Helen entrou no carro sem hesitar. Não lançou um único olhar de volta — sem nostalgia, sem arrependimento.

A porta se fechou com um baque firme, e o interior isolou por completo o mundo exterior.

O homem assumiu o volante e ligou o motor.

Os pneus deslizaram pelo asfalto.

Com o som de uma rajada cortando o ar, o SUV acelerou, poderoso e determinado.

...

No escritório, Lydia correu até a janela, mas só conseguiu ver o homem de cabeça raspada ajudando Helen a entrar no carro com respeito absoluto.

Mesmo à distância, ela sentiu o peso daquela presença intimidadora.

E então, antes que ele entrasse no carro, levantou a cabeça e encarou diretamente Lydia.

Aquele olhar...

Nesse momento, a governanta bateu à porta do escritório, com expressão hesitante. "Sr. e Sra. Morgan, eu estava limpando o quarto da Srta. Helen e encontrei isto na penteadeira", disse, cautelosa.

Ela entrou e colocou um papel e um cartão bancário sobre a mesa.

"A menina foi embora e deixou isso. Não achei certo jogar fora", explicou.

Sienna torceu os lábios. "Ela foi embora, não foi? Pra que trazer o que deixou? Que leve esse lixo com ela!"

Mas Jacob prendeu o olhar no cartão. A testa se franziu, e ele pegou a folha de papel.

A caligrafia de Helen era firme, elegante, e fluía naturalmente.

Era uma lista.

E no final, escrito com traço seguro, lia-se: "Acima constam todas as despesas que tive nos últimos quatro anos com os Morgan, incluindo moradia e alimentação. Total: 500.000 dólares. Senha: 000000."

Jacob apertou os olhos.

Sienna espiou por cima do ombro e caiu na risada. "Veja só! Entrou no personagem mesmo! Fez até planilha!"

Ela passou os olhos pelas linhas. "Quinhentos mil? Lydia gasta isso num mês! E a Helen acha que quatro aninhos de fingimento valem só isso?"

Bufou, com desprezo. "Sangue ruim é sempre limitado. O mundo dela gira em torno de 500 mil."

Revirou os olhos. "E aí? Achou que largar essa notinha com um cartão zera tudo? De onde será que ela tirou esse dinheiro?"

Jacob não respondeu. Continuava analisando o papel.

A cena do cheque voando em sua direção, o olhar gélido de Helen — tudo voltou à mente.

Ela estava falando sério.

Ele releu a lista com mais atenção, agora devagar. A mão se fechou num punho tenso.

"Avise o mordomo. Quero que ele levante todas as despesas da Helen nos últimos quatro anos — cada refeição, cada peça de roupa, cada centavo. Quero um relatório completo. Imediatamente."

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