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Expulsa, desbloqueei meu modo chefe supremo romance Capítulo 31

Enquanto falava, Lydia ergueu o rosto no abraço de Sean, os olhos vermelhos e levemente inchados.

— Mas, Sean, por favor, não fique bravo com ela... Ela só agiu assim porque te ama demais.

Imaginando a reação de Helen ao chegar e vê-la nos braços de Sean — tomada pelo ciúme, se descontrolando diante de todos —, Lydia sentiu um prazer doentio florescer dentro de si.

Logo, os amigos de Sean fariam Helen passar a maior humilhação de sua vida. Iriam pisar nela, fazê-la rastejar, forçá-la a lamber o chão se quisesse alguma dignidade.

E ao repetir que “Helen está no Royal Court”, Lydia teve a satisfação de ver os olhos de Sean ganharem um novo brilho.

O franzido entre as sobrancelhas dele suavizou.

Helen já havia chegado. Com certeza viera por causa do telefonema anterior.

Por mais fria que soasse ao telefone, o fato de estar ali dizia tudo.

Ela ainda o amava.

Ainda era dele.

Sean relaxou, levando o copo aos lábios com um leve sorriso.

Lydia, percebendo isso, envolveu sua cintura e perguntou com doçura afetada:

— Sean, você sempre disse que só estava com ela pra descobrir se a sua avó deixou alguma herança secreta… Mas, ela é tão bonita. Você... realmente gostava dela?

O gesto de Sean congelou no ar. Os dedos apertaram o copo com força.

— Sean? — Lydia mordeu o lábio inferior, ansiosa, seus dedos se fechando ao redor do tecido da camisa dele.

Antes que respondesse, Sean viu pelo canto do olho uma silhueta parada à porta.

Alta, esguia. Mesmo com a iluminação fraca, ele soube na mesma hora.

Era ela.

Helen.

Ela realmente veio.

Um sorriso se insinuou em seus lábios. Os olhos brilharam, e ele relaxou, satisfeito.

Com um ar de escárnio, ergueu o copo, virou um grande gole e então segurou o queixo de Lydia. Sem aviso, inclinou-se, transferindo o álcool da sua boca para a dela.

— Mmph… — A bebida queimou a garganta de Lydia. Seus olhos se arregalaram, lacrimejando de tanto engasgar.

Sean apenas sorriu mais. Passou o dedo devagar pelo canto da boca dela, recolhendo a bebida que escorrera.

— Você sabe quem eu gosto de verdade, não sabe?

Palavras carregadas de provocação e ambiguidade ecoaram pelo ambiente abafado.

Lydia ficou completamente vermelha, o rosto ardendo.

Ela tossiu, entre a vergonha e a surpresa.

— Sean... — sussurrou, levantando o olhar timidamente.

Mas os olhos dele já estavam diferentes — frios, preguiçosos, divertidos.

E desviavam, quase imperceptivelmente, para a porta.

...

As palavras vulgares que vinham de dentro eram perfeitamente audíveis.

Sean olhou diretamente para Helen.

O copo em sua mão rangeu entre os dedos — os nós brancos de tensão.

Mas o que viu foi inesperado.

Helen estava ali. Simples. Parada. Olhar frio como aço.

Sem ressentimento.

Sem raiva.

Sem emoção.

Seu teatro ridículo de “afeto profundo” foi esmagado por aquele único olhar. Como se toda a encenação fosse tão patética que não merecia nem desprezo.

Uma sensação estranha de constrangimento e raiva tomou conta dele.

— A-Ah… Helen... digo, Srta. Walcott! — Lydia imediatamente fingiu surpresa e temor, pulando para o colo de Sean. — Você… está aqui. Eu… eu já ia levantar para deixar você sentar…

Os olhos de Sean escureceram.

Mas quando viu a frieza impenetrável de Helen, apertou Lydia ainda mais nos braços.

A voz saiu gélida:

— Por que ela deveria ceder? Quem deveria estar ao meu lado agora… é você.

E, enquanto dizia isso, seus olhos cravaram em Helen, procurando qualquer sinal — mínima reação — em seu rosto.

Mas não encontrou nada.

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