— Acha que vai nos enrolar com chá...?
— Sr. Pires, calma. Este chá é apenas um pedido de desculpas. Eu realmente não posso mais beber. Meu marido não deixa.
Felipe, que se inclinava para apagar o cigarro, parou por um instante e soltou um bufo.
— Ué, a Srta. Luz é casada? O marido dela é alguém que conhecemos? — um homem perguntou, de propósito.
Ela e Xavier estiveram juntos por seis anos; era natural que houvesse rumores.
Serena sorriu, fingindo timidez.
— Meu marido é incrível. Faixa preta em taekwondo, adora malhar, todo musculoso. O punho dele é do tamanho da pata de um urso. Um tapa e ele quebra os ossos de uma pessoa.
Estava tentando intimidá-los?
Um tapa e quebra os ossos...
Ainda assim, alguns se acovardaram e pararam de fazer barulho.
— Ha! — Elvis não conseguiu segurar o riso. Vendo os outros olharem para ele, explicou: — Só achei o marido da Srta. Luz muito forte!
Ficou claro que Elvis sabia sobre ela e Felipe. Serena fez uma careta e começou a andar ao redor da mesa, no sentido anti-horário.
— É só uma brincadeira, e tem que ser consensual. Se alguém não quiser ser beijado ou tiver esposa em casa, pode beber o copo de bebida à sua frente. Assim, eu entenderei o recado.
Os que haviam se acovardado antes, apressaram-se em beber.
Mas alguns, incentivados por Pedro, começaram a bater na mesa, como se estivessem em um jogo de passa anel.
Serena estreitou os olhos, parou ao lado de Elvis e bateu em seu ombro.
Elvis bebeu rapidamente seu copo e comentou, para colocar mais lenha na fogueira:
— Srta. Luz, olhe para eles. Não têm amor à vida.
Serena o fuzilou com o olhar, passou por ele e parou atrás de Pedro.
— Quero adicionar um pouco mais de diversão.
Os olhos de Pedro brilharam.

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