Nesse momento, a testa de Felipe se suavizou, mas seu rosto ficou sombrio e frio, como se uma fúria estivesse se formando. Ele entrou a passos largos.
— Onde está o seu sogro? — Serena perguntou a Raissa, seguindo-o.
— O patrão? Na cozinha.
— O quê?
Eles chegaram à sala de jantar e viram Vagner saindo com uma travessa enorme de frango, murmurando:
— Joana, por que você me deixou?
Ao ver Felipe e Serena, seus olhos ficaram vermelhos.
— Minha Joana morreu.
Felipe bufou.
— E você a cozinhou?
— Deixa eu dizer uma coisa, esse frango caipira é o melhor que existe. Com certeza mais gostoso que qualquer frango que vocês comem por aí. E com a minha técnica de cozinha, se não comerem vários pedaços, vão se arrepender — disse o velho, quase babando.
Felipe, furioso, virou-se para sair.
Serena o impediu.
— Eu não tenho carro. Você me leva para casa depois.
— Então vamos agora.
— Eu ainda não comi o frango. Não vou a lugar nenhum!
Serena correu e pegou a travessa das mãos do velho, cheirando-a.
— Uau, que cheiro bom!
— Sabe, eu já vendi frango frito na minha juventude.
— Seu negócio devia ser um sucesso.
— Claro que era! Se o avô dele não tivesse se encantado por mim e insistido em me ter como genro, eu provavelmente teria fritado frango a vida toda e me tornado o Rei do Frango Frito.


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