Ela se levantou para ajudá-lo, mas foi empurrada assim que o tocou.
— Durma. Eu... eu vou dormir no sofá.
— Oh.
Ele se virou para sair, mas cambaleou novamente. Serena, instintivamente, o segurou.
Ele, também por instinto, agarrou seu braço, mas acabou rasgando a camisa que ela usava, revelando sua pele clara.
Sua respiração ficou presa. Serena percebeu a mudança nele e, ao tentar afastá-lo, foi prensada contra a parede.
— Você... você bebeu demais. Me solte — ela disse, com dificuldade para respirar.
— Não é a bebida.
— O quê?
— O velho colocou alguma coisa no vinho.
— Não... não pode ser.
Felipe a pressionou com o corpo, sentindo seu calor. Mas isso não era suficiente. Ele se aproximou, e suas respirações se misturaram.
— Ele adora manipular, até mesmo a família. É por isso que eu o odeio...
— Felipe... — Serena tentou empurrá-lo. — Você está me apertando demais. Não consigo respirar.
— Há quantos dias você está tomando o remédio?
— Duas semanas. Todos os dias, no seu escritório. Você... você sabe.
— Então... não podemos desperdiçar essas duas semanas.
— O que você quer dizer?
— Vou só te beijar.
— O que... mmm!
Enquanto ele a beijava com força, os olhos de Serena se arregalaram.
Felipe a estava beijando por iniciativa própria? Ele, que sempre fora tão frio, especialmente em relação a isso. Mas agora ele estava fervendo, com a respiração ofegante, abraçando-a com força enquanto suas mãos deixavam marcas em seu corpo.
Normalmente, ela o provocava sabendo que ele não faria nada. Mas agora que algo realmente ia acontecer, ela entrou em pânico.
— Felipe, não... não faça isso...


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