Serena estava provocando Felipe de propósito, mas no meio da brincadeira, percebeu que ele estava reagindo de novo...
— Você...
Felipe se deitou sobre ela, respirou fundo várias vezes, depois se levantou, vestiu-se e desceu furioso para acertar as contas com Vagner.
Assim que a porta se fechou, Serena puxou o cobertor sobre a cabeça e soltou um grito abafado. Como as coisas da noite anterior tinham acontecido?
Ele a beijou de repente, ela o rejeitou, ele a beijou de novo, e então ela também sentiu o corpo esquentar. Ele a levou para a cama e ela perdeu a capacidade de pensar, começando até a sentir desejo...
Não, algo estava errado.
Serena se apressou em vestir-se também e, após uma lavagem rápida, desceu correndo as escadas.
— Filho, não jogue fora! Ai, meu tesouro!
Seguindo a voz, ela correu para o banheiro do primeiro andar e viu Felipe despejando o conteúdo de um grande jarro de bebida no vaso sanitário, de onde saía um amontoado de ervas medicinais que ela nem conseguia reconhecer.
— Essa garrafada está curtindo há três anos, está cheia de preciosidades!
Vagner pulava de desespero, mas só se atrevia a gritar, sem coragem de intervir fisicamente.
Serena não precisava adivinhar para saber o que tinha acontecido. A bebida que o velho dera a Felipe na noite anterior viera daquele grande jarro.
E a bebida curtida naquele jarro, sem dúvida, tinha algum tipo de efeito afrodisíaco, e muito potente.
Serena bufou e se aproximou de Vagner, que, ao vê-la, baixou a cabeça, culpado.
— Não era só a bebida que tinha algo de errado ontem à noite, certo?
— Errado? Onde estava errado? — O velho se fez de desentendido.
— É melhor confessar tudo para conseguir uma pena mais leve!
— ...
— Você quer nos irritar os dois hoje?
— Eu... eu só adicionei umas ervas fortificantes quando cozinhei o frango.
— E o que mais?
— Aquela sopa de legumes, na verdade, foi feita com caldo de jabuti.
— Ah.


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